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Alckmin e Kassab prestigiam Congresso do PSB

– São Paulo, 29 – Em meio às articulações que envolvem as eleições municipais de 2012, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (PSD), foram hoje ao 9º Congresso Estadual do PSB prestigiar o evento e os caciques da legenda.

O beija-mão deve-se à intenção de ambos de atrair o partido socialista em torno das candidaturas que defenderão no ano que vem. Tanto o governador quanto o prefeito estão de olho no tempo de TV do PSB e na capacidade de articulação política do presidente nacional da legenda, Eduardo Campos. O PSB foi um dos partidos que mais cresceram nas eleições de 2010.

Alckmin e Kassab sentaram cada um de um lado de Campos durante os discursos. Ambos fizeram elogios ao governador de Pernambuco, cada um à sua moda. Kassab, que se aproximou fortemente de Campos nos últimos tempos, e foi um dos principais aliados na eleição da mãe do governador, Ana Arraes, para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), foi um pouco mais incisivo, e fez menção indireta à possibilidade de Campos ser candidato a presidente da República.

“Tenho certeza que vocês estão preparando uma liderança não só para Pernambuco, para o Nordeste, mas para o Brasil”, disse o prefeito para a plateia. “Uma liderança que em pouco tempo poderá contribuir ainda mais para o projeto de uma grande nação.”

Alckmin, por sua vez, lembrou que há alguns meses esteve com Campos em um evento na Colômbia, e disse recordar-se de uma palestra do governador de Pernambuco sobre a administração do Estado. “Modernidade, boa gestão, correta aplicação do dinheiro público, desenvolvimento”, elencou o tucano.

De público, os três negaram estarem discutindo alianças e possíveis coligações para as eleições de 2012. Campos classificou as presenças de Alckmin e Kassab como “uma cortesia política de dois amigos”. Sobre alianças, afirmou: “Não foi nada que discutimos agora. Acredito que esse debate vai crescer a partir do próximo ano”. Kassab avaliou que pouco acontecerá nesse sentido até março.

As tratativas com o PSB, no entanto, dependerão dos acertos que Alckmin e Kassab fizerem ou deixarem de fazer entre si. O prefeito, que chegou até a dizer, meses atrás, que Alckmin foi um dos que se manifestaram contra a criação de seu partido, o PSD, passou a fazer gestos de reaproximação, abrindo caminho para caminhar junto com os tucanos em 2012. O governador devolveu a gentileza, admitindo que ambos podem estar coligados nas eleições municipais.

No PSDB, a avaliação de que não há, entre os quatro tucanos que se lançaram pré-candidatos, nenhum nome muito forte para vencer a eleição, fez crescer, nos últimos dias, o número de defensores da aliança com o PSD. Um eventual acordo entre ambos, no entanto, não interessa ao PSB, que pretende encabeçar ao menos uma candidatura a vice-prefeito, para não ficar sem exposição.

Com a estratégia eleitoral que adotou nas eleições de 2010, o PSB conseguiu dobrar o número de governadores que tinha, chegando a seis. Em São Paulo, lançou voo solo na eleição para governador, e não conseguiu eleger o então candidato, Paulo Skaf. (Fernando Gallo)