Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Aeronautas ameaçam parar por tempo indeterminado. Só depois do Carnaval

Categoria realizou uma paralisação durante duas horas na manhã desta quarta-feira. Reivindicação é por reajuste salarial

Aeronautas e aeroviários, que realizaram uma paralisação de duas horas na manhã desta quarta-feira, prometem iniciar uma greve, por tempo indeterminado, em todo o país a partir do dia 12 de fevereiro, se não houver acordo com as empresas. “Decidimos suspender a greve durante o carnaval, mas, se não houver acordo até o próximo dia 11, no dia da assembleia, paralisaremos a partir de sexta por tempo indeterminado”, disse o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), Rodrigo Spader.

De acordo com ele, as próximas paralisações devem acontecer sempre da mesma forma: das 6 horas às 8 horas, nos mesmos aeroportos. A categoria também aguarda a realização de uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho, ainda sem data prevista.

Leia também:

Incêndio atinge parte do acervo da Cinemateca Brasileira

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) afirmou que nos últimos dez anos os funcionários receberam reajustas acima da inflação. Destacou ainda que já foram feitas seis propostas desde o início das negociações e todas foram recusadas.

Na manhã desta quarta-feira, pilotos de avião, comissários e agentes em terra fizeram uma paralisação parcial em doze aeroportos brasileiros. A estimativa dos sindicalistas é de que ao menos 200 voos tenham sido paralisados no período. As empresas aéreas informaram que ações de contingência foram adotadas para minimizar o impacto na operação aérea e manter a normalidade do sistema.

Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), 264 voos atrasados e 121 cancelados entre os voos domésticos programados entre a meia noite e as 10 horas. Em relação às viagens internacionais, foi registrado apenas dois atrasos. Os dados só contemplam os aeroportos da Rede Infraero e os terminais de Brasília, Campinas e Rio de Janeiro, que foram concedidos à iniciativa privada. O aeroporto de Congonhas (SP) é o que teve mais voos atrasados e cancelados, 29 e 31, respectivamente, no mesmo período.

(Com Estadão Conteúdo)