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Advogado diz que polícia periciou cadeira errada

Ademar Gomes, que representa a família de Gabriella Nichimura, disse que a menina estava sentada numa cadeira que deveria estar desativada

Por Marina Pinhoni 29 fev 2012, 19h48

Uma cadeira que não poderia estar sendo usada, porque apresentava problemas de segurança. Segundo o advogado Ademar Gomes, esse foi o motivo do acidente de Gabriella Yukari Nichimura, de 14 anos, que morreu na última sexta-feira, dia 24, ao despencar de um brinquedo do parque Hopi Hari, em Vinhedo, interior de São Paulo. A informação foi confirmada por funcionários do Hopi Hari. Gomes disse ainda que a polícia realizou a perícia na cadeira errada – e não na qual Gabriela estava sentada.

Depois da perícia realizada no dia do acidente, o delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior, responsável pelas investigações, afirmou que a menina estava sentada entre duas pessoas. A primeira cadeira da fileira estaria desocupada e teria sido desativada por questões de segurança. Segundo o advogado, essa informação está incorreta. Gomes garante que Gabriela estava sentada justamente na cadeira da ponta. Ele acrescentou que a família da vítima irá processar o parque.

“Ela estava sentada no último lugar, que, segundo consta, estava desativado”, afirmou. “Só que não havia nenhum aviso no assento. Houve má fé do parque e, por isso, vamos mover uma ação de indenização por danos morais”.

Depoimentos – Os pais de Gabriella, Silmara e Armando Nichimura, a tia e a prima da garota estiveram na tarde desta quarta-feira na delegacia de Vinhedo para prestar depoimento. Todos foram ouvidos, menos o pai, que deve falar na quinta-feira. Eles deixaram o local sem dar declarações à imprensa.

Dois funcionários do parque também chegaram à delegacia para prestar depoimento nesta quarta. O advogado deles, Bichir Ale Bichir Júnior, também afirmou que a garota estava sentada na cadeira com defeito. De acordo com ele, os funcionários do parque teriam avisado a gerência do Hopi Hari sobre um defeito no brinquedo quinze minutos antes dele entrar em funcionamento.

“O brinquedo não podia operar. Aquela cadeira deveria estar, no mínimo, interditada, com um aviso gigantesco”, afirmou Bichir Júnior. “Os funcionários não têm autonomia para parar um brinquedo, mas eles avisaram o superior. Quem tem autonomia não parou o equipamento”.

Por meio de nota, o parque Hopi Hari informou que “em relação aos novos fatos, reitera veementemente a cooperação absoluta com todos os órgãos responsáveis na apuração definitiva deste caso”.

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