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Acusados de assassinar a juíza Patrícia Acioli podem retornar ao Rio de Janeiro

Expirou o prazo de permanência de Cláudio Oliveira e Daniel Benitez, o autor da ideia de assassinar a magistrada, no presídio de Porto Velho. Juiz do Rio defende o retorno dos dois para Bangu I

Presos em Porto Velho, em Rondônia, os policiais militares acusados de mater a juíza Patrícia Acioli podem, agora, retornar ao Rio de Janeiro. Na última quinta-feira, a juíza federal de Porto Velho pediu que, em um prazo de cinco dias, o juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói, decida se renovará ou não a continuidade da prisão de Claudio Oliveira e Daniel dos Santos Beniez Lopes na unidade. Simão já se manifestou favorável ao retorno dos dois acusados ao Rio, para o presídio de Bangu I.

O juiz de Niterói solicitou a prorrogação do prazo de cinco dias para consultar a instância superior, mais especificamente à desembargadora Suimei Meira Cavaliere. No dia 19 de julho, Suimei suspendeu a decisão de Simão pelo retorno de Claudio Oliveira e Daniel Benitez.

A juíza Patrícia Acioli foi morta no dia 11 de agosto de 2011 por policiais militares. Participaram diretamente do crime 11 PMs do 7º BPM (São Gonçalo), região onde a juíza atuava. O elo entre todos era o tenente Daniel Benitez, o autor da ideia de assassinar a magistrada. Acima dele estava o então comandante do 7º BPM, Claudio Oliveira, que compactuou com os planos de dar fim à vida de Patrícia. Com a autorização de Oliveira, Benitez pôde começar a agir. Patricia foi morta em frente ao condomínio onde morava, em Piratininga, Niterói. A juíza estava prestes a denunciar um grupo de policiais por homicídios disfarçados de autos de resistência.

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