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A três dias do Natal, ‘rolezinho’ fecha lojas de shopping na Zona Sul

Shopping Interlagos recebeu 10.000 jovens que marcaram o encontro pelas redes sociais. Polícia foi acionada. Houve correria, pânico e lojas fechadas

Por Da Redação - 23 dez 2013, 07h48

Um encontro confirmado por 10.000 jovens pelas redes sociais – batizado de “rolezinho” – causou tumulto neste domingo no Shopping Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. Houve gritaria, pânico e 25 jovens foram detidos por terem supostamente iniciado a confusão. Clientes relataram furtos, apesar de o shopping negar a informação. Lojas baixaram as portas com medo de roubo. O caos só não foi maior porque a polícia estava no local quando a ação começou.

Faltando três dias para o Natal, o Shopping Interlagos, em contraste com as ruas vazias da cidade, estava lotado. Estima-se que 120.000 pessoas tenham passado pelo local neste domingo.

A confusão começou por voltas das 16h30, na praça de alimentação, que fica no piso térreo. Um grito de uma moça teria iniciado a confusão. Pessoas saíram correndo, gritando, deixando seus pertences, em especial bolsas, que foram levadas por jovens.

As lojas imediatamente baixaram as portas, com medo de invasão e roubo. A dona de casa Maria Leite dos Santos, de 45 anos, que estava ao lado da filha de sete anos, se trancou em um provador. “Até os vendedores fugiram para os provadores. A gente não tem mais sossego nem no shopping”, reclama.

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O tumulto durou entre cinco e dez minutos, conforme relatos dos frequentadores, e foi contido por cerca de 150 homens da Polícia Militar, da Tropa de Choque, da Força Tática e do Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil. Os policiais haviam chegado ao centro de compras no início da tarde, já cientes do “rolezinho” agendado pela internet – os boatos de “arrastão” eram fortes entre alunos e funcionários das escolas públicas da região. Antes e depois da confusão, os PMs acompanhavam pelos corredores os jovens que entravam em grupos, sem abordá-los.

Segundo os jovens, parte dos que confirmaram a participação no “rolezinho” foi ao shopping para praticar frutos e outra parte, para protestar contra a proibição de bailes funks. Aprovada no dia 6 pela Câmara Municipal, a lei aguarda sanção do prefeito Fernando Haddad (PT).

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Para Leonardo Moreira, de 19 anos, a confusão aconteceu porque os jovens não tem área para realizar os bailes. “A polícia para nossas festas à 1h. Ninguém tem onde se divertir por aqui.”

Segurança – Luiz Augusto Ildefonso da Silva, diretor de Relacionamentos Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), destacou que os shoppings tem esquema de segurança e só acionam a polícia nos casos extremos. Anteontem, o Shopping Campo Limpo, na zona sul, também foi alvo de um “rolezinho”.

(Com Estadão Conteúdo)

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