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PF apreende menor suspeito de envolvimento com EI

Nome do adolescente não foi divulgado, mas coincide com o nome verdadeiro de um importante recrutador do EI, conforme VEJA revelou em junho

Por Da redação Atualizado em 30 jul 2016, 17h11 - Publicado em 30 jul 2016, 17h03

A Polícia Federal em Goiás apreendeu neste sábado, por ordem da Justiça, um adolescente de 17 anos que é suspeito de envolvimento com o grupo terrorista Estado Islâmico. O rapaz foi flagrado na madrugada de ontem levando uma máscara ninja (balaclava) no bolso, vestindo duas calças jeans, e sem documentos.

O nome do adolescente, que não será divulgado por se tratar de menor de 18 de anos, coincide com o nome verdadeiro de um importante recrutador do EI, batizado pelos terroristas como Ismail Abdul-Jabbar Al-Brazili, ou “O Brasileiro”, como é chamado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), conforme VEJA revelou em junho. A diferença entre os nomes é uma letra “h” a mais no primeiro nome do goiano.

Ele ficou atrapalhado ao dar explicações aos policiais militares durante uma abordagem comum na cidade de Morrinhos, a 129 quilômetros de Goiânia, e a 58 quilômetros do polo turístico de Caldas Novas, onde ele nasceu. Na semana passada, o rapaz já havia sido abordado. Os policiais encaminharam o adolescente para uma delegacia local mas, como ele não tinha cometido nenhum ato infracional, a ocorrência não andou.

A prisão ocorrida neste sábado, porém, foi atribuída ao comportamento estranho daquele dia e a informações de que o rapaz e familiares dele teriam sido deportados dos Estados Unidos. Segundo reportagem da TV Globo veiculada neste sábado, o motivo da deportação seria a acusação de que o adolescente tinha ligações com terroristas.

O adolescente foi levado para um centro de internação de menores em Goiânia. Em Morrinhos, a polícia fez buscas por familiares do jovem na casa da avó, onde o rapaz residiria, mas não localizou ninguém. A PF ainda não se pronunciou sobre o caso.

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Perigo dos “lobos solitários” – De acordo com relatório da Abin ao qual VEJA teve acesso, a possibilidade de atentados sofisticados como o de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unicos já não preocupa mais. O temor maior vem da ameaça de militantes recrutados à distância, que agem por conta própria e não dependem de muitos recursos para causar grandes estragos – como o massacre da semana passada em Orlando

Probabilidade ‘sem precedentes’ – O relatório da Abin afirma que o Brasil nunca esteve tão exposto ao risco de um atentado terrorista. Segundo a agência, simpatizantes do Estado Islâmico no Brasil têm recorrido a estratégias de comunicação para driblar as autoridades, o que indica que pode haver um ato extremista em preparação. No documento, a Abin admite as “limitações operacionais” dos órgãos de segurança para fazer frente à ameaça terrorista no país.

(com Estadão Conteúdo)

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