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A segunda morte do reitor da UFSC

PF acusou Luiz Carlos Olivo de integrar esquema criminoso que desviou R$ 80 milhões, e ele se suicidou. Agora, sai o relatório final — e o resultado é pífio

Por Monica Weinberg, Luisa Bustamante e Fernando Molica - 26 abr 2018, 21h48

O mês de setembro do ano passado foi trágico para a história do combate à corrupção no Brasil. No dia 14, a Polícia Federal deflagrou uma operação para desarticular um “esquema criminoso” que desviara “mais de 80 milhões de reais” dos fundos destinados à Universidade Federal de Santa Catarina. Ao anunciar a operação em sua página no Facebook, seguida por 2,7 milhões de pessoas, a Polícia Federal ainda acrescentou duas hashtags para festejar sua atuação: #euconfionapf e #issoaquiépf. Na operação, os agentes prenderam sete pessoas, entre as quais o professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, então com 59 anos, reitor da universidade. Cancellier foi algemado, acorrentado pelos pés e submetido a revista íntima. De uniforme cor de laranja, permaneceu trinta horas detido, parte delas em um presídio de segurança máxima, e, ao sair, ficou proibido de pisar no câmpus da universidade, até ser liberado por ordem judicial. A experiência traumática lhe deixou uma cicatriz indelével. Dezoito dias depois, suicidou-se, pulando do 7º andar de um shopping center em Florianópolis. Agora, após sete meses, VEJA teve acesso exclusivo às 6 000 páginas do inquérito e às 800 páginas do relatório final da investigação. É uma leitura perturbadora pelo excesso de insinuações e escassez de provas.

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