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Vitor Ramil: um compositor de delicadeza melódica e apuro poético

Cantor natural de Pelotas lança novo disco de inéditas, ‘Campos Neutrais’

Por Da redação 13 out 2017, 08h40

Foi no Mês que Vem (2013), disco anterior de Vitor Ramil, era uma seleção, em dois CDs, das melhores canções do compositor e cantor gaúcho, regravadas com arranjos novos e melhorados. Bancado por meio de financiamento coletivo dos fãs, Campos Neutrais é o primeiro disco de canções inéditas de Vitor em sete anos. Revela um compositor de fina delicadeza melódica e grande apuro poético, com achados como “onde as ruas querem se perder / e as esquinas querem se encontrar”, em Satolep Fields Forever (Satolep —Pelotas escrito ao contrário — é o modo idiossincrático com que o compositor nomeia sua cidade natal). As canções têm uma levada sulista, com uma atmosfera às vezes melancólica que se aproxima dos vizinhos platinos (o Uruguai é visitado em Duerme, Montevideo, com letra em português e espanhol). Há uma versão de Bob Dylan, parcerias com Zeca Baleiro e Chico César e uma canção em inglês — mas, em meio a essa variedade, é sempre a voz e o tom muito pessoal de Vitor Ramil que se afirmam neste disco maduro e envolvente.

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