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Netflix estreia drama introspectivo de Margaret Atwood

‘Alias Grace’ é baseado em romance da escritora canadense, autora também de ‘The Handmaid’s Tale’

Como o concorrente Hulu, agora a Netflix também tem uma produção baseada na obra da escritora canadense Margaret Atwood para chamar de sua. Alias Grace, a minissérie dividida em seis episódios que chegou nesta sexta-feira (3) ao catálogo do serviço de streaming, carrega algumas poucas semelhanças com a premiada The Handmaid’s Tale, que estreou em abril no Hulu e levou oito estatuetas no último Emmy, o Oscar da televisão americana. Ambas mostram como pode ser difícil a vida das mulheres – mas enquanto The Handmaid’s Tale é uma distopia que se passa em um futuro próximo e mostra as injustiças reservadas às mulheres de maneira explícita, Alias Grace se volta ao Canadá do passado e mostra a realidade pelos olhos de uma única personagem, em tom sutil, introspectivo e, por vezes, impenetrável.

A minissérie se passa em 1859 e é protagonizada por Grace Marks (Sarah Gadon), uma empregada doméstica que foi condenada à prisão perpétua acusada de ter planejado a morte de seu patrão e de outra criada da casa em que trabalhava. A produção se debruça sobre a história de Grace quando ela passa a receber visitas do médico Simon Jordan (Edward Holcroft), um terapeuta que busca estudar a personalidade e o comportamento da mulher para verificar se ela tem alguma doença mental, na tentativa de justificar o crime que ela cometeu e, por fim, de tentar seu perdão perante a Justiça.

Grace vai contando sua trajetória, marcada por abuso tanto quando era criança, na Irlanda, quanto após sua mudança para o Canadá, na condição de imigrante. Mas, a exemplo de tantas outras histórias narradas em primeira pessoa, Grace controla o que conta e o que não conta ao médico, mede palavras e esquece acontecimentos, trazendo à luz a dúvida sobre quão confiável deve ser seu relato. Quanto mais o público e o médico sabem, mais questões, nem sempre respondidas, surgem.

Alias Grace, o romance que Margaret Atwood publicou em 1996, foi inspirado por um caso real de homicídio que aconteceu no século XIX. A minissérie, elogiada por sua narrativa complexa e pela atuação da atriz protagonista Sarah Gadon, foi inteiramente roteirizado por Sarah Polley (de Entre o Amor e a Paixão) e dirigida por Mary Harron (de Psicopata Americano e Um Tiro para Andy Warhol).

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