Clique e assine a partir de 9,90/mês
VEJA Recomenda Por Coluna Os principais lançamentos da música, do cinema, da literatura e da produção infanto-juvenil, além da TV, comentados pelo time de VEJA

Livro ‘O Retalho’ narra drama de sobrevivente do atentado ao Charlie Hebdo

O jornalista e cronista Philippe Lançon reflete sobre as cicatrizes da violência e o trauma de ver a morte tão de perto

Por Amanda Capuano - Atualizado em 6 mar 2020, 11h02 - Publicado em 6 mar 2020, 07h00
O Retalho, de Philippe Lançon (tradução de Julia da Rosa Simões; Todavia; 464 páginas; 79,90 reais e 49,90 na versão digital)
O Retalho, de Philippe Lançon (tradução de Julia da Rosa Simões; Todavia; 464 páginas; 79,90 reais e 49,90 na versão digital) Reprodução/Reprodução

Em 7 de janeiro de 2015, o jornalista e cronista Philippe Lançon saiu de casa sem um destino definido: iria para a redação do jornal Charlie Hebdo ou para o Libération, periódicos franceses nos quais escrevia como colaborador. No meio do caminho, decidiu seguir para uma reunião do Charlie Hebdo, sem saber que a escolha quase ceifaria sua vida. Naquela quarta-feira, dois homens armados invadiram a sede do folhetim, em Paris, aos gritos de Allahu akbar (Alá é grande), deixando doze mortos e onze feridos em um atentado terrorista. Lançon é um dos sobreviventes. No livro O Retalho, ele narra os minutos de angústia passados entre a mira dos fuzis e a visão dos corpos dos colegas ao redor. A obra aborda a vida antes e depois do atentado com delicadeza, expondo sem meias palavras a experiência de ver a morte de perto e ainda conviver com as cicatrizes do terror.

Publicidade