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VEJA Música Por Sérgio Martins Música sem preconceito: de Beethoven a Pablo do arrocha, de Elis Regina a Slayer

Cinco grandes momentos de Keith Richards, que completa 76 anos hoje

O guitarrista dos Rolling Stones já esteve em listas de prováveis candidatos a uma morte trágica e hoje é um exemplo de longevidade no mundo do rock

Por Sérgio Martins - Atualizado em 18 dez 2019, 12h01 - Publicado em 18 dez 2019, 10h43

Nos anos 70, Keith Richards estava tão debilitado pelo uso desenfreado de drogas – em especial, a heroína – que por muito tempo encabeçou o ranking da “lista da morte”, que apontava os prováveis candidatos a passar desta para melhor. O guitarrista e vocalista do Rolling Stones, contudo, se recuperou. Ele não só se livrou das drogas – bem, ainda sorve sua vodca com suco de laranja como quem toma água – como se tornou um símbolo de longevidade no rock’n’roll. Em homenagem ao guitarrista, que completa hoje 76 anos, eis cinco de seus muitos momentos antológicos.

 

(I CAN’T GET NO) SATISFACTION (1965)

Keith Richards diz que a fita que contém uma de suas principais criações estava dividida entre a introdução de guitarra e 45 minutos de ronco (bendita soneca!). A princípio, ele não tinha fé no riff, a ponto de sugerir que fosse tocado por um naipe de metais. Mas o empresário dos Rolling Stones vetou a ideia.

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YOU GOT THE SILVER (1969)

Este blues comemorou meio século a de existência no dia 18 de fevereiro. É a primeira canção a trazer apenas os vocais de Richards (ele se resumia a fazer coro ou cantar pequenos trechos) e uma das letras mais românticas de sua carreira. Traz ainda uma das últimas participações de Brian Jones, aqui tocando gaita.

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START ME UP (1981)

O guitarrista diz que Tattoo You (1981), de onde saiu essa faixa, foi o melhor disco dos Rolling Stones dos anos 80 gravado na década de 70. Start Me Up nasceu como um reggae em 1975 e foi retrabalhada ao longo de seis anos até ganhar o formato com o qual é conhecida. É uma das marcas registradas do grupo.

TAKE IT SO HARD (1988)

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Quando Mick Jagger deixou os Rolling Stones de lado para cuidar da carreira solo, Keith esmurrou o amigo. Depois, gravou Talk is Cheap ao lado de feras do estúdio como o baterista Steve Jordan e o guitarrista Waddy Watchel. Uma das maravilhas do álbum foi essa canção, cuja batida lembra Bo Diddley.

JUMPIN’ JACK FLASH (1968)

O riff anunciou o retorno dos Rolling Stones ao rock’n’roll depois de flertarem com a psicodelia no álbum Their Satanic Majesties Request, de 1967. A acadêmica Camille Paglia vê na letra semelhanças com a poesia de William Blake enquanto Mick Jagger confessa que Jumpin’ Jack Flash “exorciza” a quantidade de LSD tomada pela dupla. Interpretações à parte, é uma das canções mais sensacionais do grupo inglês.

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