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‘Atypical’, da Netflix, traz retrato inspirador (e real) de jovem autista

A série chega ao final demonstrando, com brio, que o personagem vive e sonha como qualquer indivíduo de sua geração

Por Amanda Capuano Atualizado em 9 jul 2021, 09h23 - Publicado em 9 jul 2021, 06h00

Sair de casa é um momento importante para qualquer jovem, mas ainda mais desafiador para Sam Gardner (Keir Gilchrist). Diagnosticado com a síndrome de Asperger, um grau leve de autismo, ele se aventura para longe das asas da mãe na quarta e última temporada da série Atypical, que acaba de estrear na Netflix. Não é simples: assim como muitos em sua condição, Sam precisa de uma rotina organizada e bola uma sistemática “lista de mudança” para se sentir seguro. Não à toa, ele se estressa quando o colega de apartamento, Zahid, se esquece de pagar a conta de luz e causa um apagão no imóvel. Chateado, Sam se aconchega em uma banheira vazia e liga para a mãe, que dá a entender que ele não está pronto para cortar o cordão umbilical. Determinado a provar que ela está errada, o garoto traça uma jornada inspiradora que mostra aos familiares — e ao espectador — que sua vida, como a dos mais de 70 milhões de autistas em todo o mundo, vai muito além de um diagnóstico.

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Capaz de tratar de assuntos sérios com leveza, Atypical segue a trilha de The Good Doctor ao colocar um autista no protagonismo sem resumi-lo à sua condição. São histórias comuns sobre personagens ditos “incomuns”, que sensibilizam com desafios não tão diferentes dos nossos. Enquanto na série médica Shaun Murphy (Freddie Highmore) é um cirurgião brilhante subestimado pelos colegas, Sam é um jovem recém-­saído da adolescência em luta por autonomia — e o inglês Gilchrist, de 28 anos, lhe confere um retrato verossímil e empático. O tema, aliás, recebe tratamento similar na série brasileira As Five: na produção da Globoplay, a pianista Benê (Daphne Bozaski) ilustra que o autismo não impede os jovens de viver situações inerentes à idade, das desilusões românticas ao prospectar do sexo.

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No caso de Sam, o desejo de crescer é intenso: ele aprende a dirigir, toma decisões tão difíceis quanto maduras e traça planos para o futuro, como uma ousada expedição à Antártica para conhecer o habitat dos pinguins, sua paixão desde criança. No meio do caminho, descobre que seu maior desafio não é ser quem é, mas convencer a todos de suas potencialidades. Nas quatro temporadas de Atypical, Sam provou sem dúvida seu valor.

Publicado em VEJA de 14 de julho de 2021, edição nº 2746

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