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Política com Ciência Por Sérgio Praça A partir do que há de mais novo na Ciência Política, este blog do professor e pesquisador da FGV-RJ analisa as principais notícias da política brasileira. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Derrota de Lula é sinal amarelo para PMDB e PSDB

O sistema judicial brasileiro mostrou independência e coragem ao tomar a decisão de hoje.

Por Sérgio Praça Atualizado em 30 jul 2020, 20h35 - Publicado em 24 jan 2018, 18h23

Lula acaba de ser derrotado, em segunda instância, por unanimidade: 3 a 0. Sua pena foi aumentada de nove anos e meio em regime fechado para doze anos e um mês. É a pior derrota judicial do PT em toda sua história. A Lei da Ficha Limpa é clara: nenhum condenado em segunda instância pode disputar eleições durante oito anos. O fato de os três juízes terem aumentado sua pena de modo unânime mostra que eles entenderam que a visão da sociedade brasileira sobre corrupção mudou definitivamente. O “rouba-mas-faz” não cola mais.

Se eu fosse Michel Temer (PMDB), Aécio Neves (PSDB) ou algum outro corrupto menos notório, não gastaria um segundo comemorando.  Não terão foro privilegiado em 2019 caso não sejam reeleitos este ano (e tudo indica que não serão). Até agora, o STF tem protegido políticos como Aécio e Gleisi Hoffmann (PT), entre tantos outros. Paulo Maluf (PP) foi exceção.

A partir de hoje, qualquer juiz de primeira ou segunda instância que não condenar um politico ou empresário corrupto com provas mínimas será visto como bizarro. O sistema judicial brasileiro mostrou independência e coragem ao tomar a decisão de hoje. Tudo indica que, sem foro privilegiado, o mesmo ocorrerá quando chegar a vez de Temer, Aécio e os outros. O Brasil deu um passo difícil, mas crucial para sua consolidação democrática.

(Meu livro “Guerra à Corrupção: Lições da Lava Jato”  está disponível aqui)

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