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Rio Grande do Sul Por Veja correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens gaúchos. Por Paula Sperb, de Porto Alegre

‘Brasil vai ter que ser passado a limpo’, diz Sartori sobre Lula

Governador do Rio Grande Do Sul comentou sobre a condenação do ex-presidente durante encontro com jornalistas

Por Paula Sperb Atualizado em 29 jan 2018, 19h38 - Publicado em 29 jan 2018, 19h32

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (MDB), comentou na noite de domingo sobre a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a doze anos de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre.

É com muita tristeza que a gente vê as que as mudanças e as transformações no mundo político geraram essa situação [corrupção]. Melhor seria que nós não tivéssemos ninguém em condições adversas, seja preso ou seja julgado pela Justiça. Melhor seria que não tivesse, mas aconteceu. Um dia o Brasil vai ter que ser passado a limpo, de uma forma ou de outra, com todos que estão, de uma maneira, envolvidos aqui ou acolá”, disse Sartori ao ser questionado por VEJA.

Sartori recepcionou jornalistas para um jantar na ala residencial do Palácio Piratini, a sede do governo gaúcho, para falar sobre a adesão do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e sobre a extinção do plebiscito popular para privatização de três estatais. A venda das estatais sé uma contrapartida exigida pela União. Nesta segunda-feira, o governo não conseguiu juntar quórum suficiente para a votação, que ficou adiada para a terça-feira. Três deputados aliados não estavam no local quando a contagem dos parlamentares foi realizada.

  • Sobre a operação de segurança para o dia do julgamento de Lula, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado, Sartori considera que foi satisfatória. “Nossa obrigação de dar todas as condições de um lado ou de outro lado para que se fizesse isso [protesto] com tranquilidade e que a própria sociedade se sentisse com segurança, tranquilidade e serenidade”, comentou o governador.

    “Nós tomamos como exemplo o que tinha acontecido em Curitiba [durante o depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro]. Isso nos ajudou a prevenir e criar um ambiente muito mais favorável para que as questões não subissem de temperatura. Houve a colaboração de todos, de um lado e de outro lado, para protocolarmente colaborar no sentido de viabilizar a situação de normalidade que vivenciamos em Porto Alegre, tanto na terça [véspera] quanto na quarta-feira] dia do julgamento]”, disse Sartori.

    Sobre o presidente Michel Temer (MDB), denunciado por corrupção passiva, Sartori disse anteriormente que o arquivamento das investigações contra Temer pelo Congresso geraria mais “estabilidade política“. Nas votações, todos deputados federais do MDB do Rio Grande do Sul votaram favoravelmente a Temer.

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