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Ricardo Rangel

Um ‘Reverendo’ indigno de reverência

Amilton de Paula na CPI esclareceu pouco, mas deixou claro que ainda há muito a descobrir sobre a corrupção na Saúde

Por Ricardo Rangel 3 ago 2021, 21h02

O Reverendo Amilton Gomes de Paula, intermediário na venda de vacinas da Davati, depôs na CPI.

Informou que tem duas empresas no exterior. Não disse o que fazem.

Informou que vive de consultoria. Não disse em quê.

Informou que foi procurado pela Davati para intermediar junto ao governo a venda de vacinas. Não disse por quê.

Informou que marcou reunião no Ministério da Saúde. Não disse como ou com quem.

Informou que foi recebido no Ministério. Não disse por quê.

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Chorou. Não disse por quê.

Disse que se arrepende. Não disse do quê.

Pediu desculpas ao Brasil. Não disse por quê.

Em seu depoimento, o nada reverendo Amilton de Paula nada esclareceu, mas deixou claro que:

1. O pseudo-reverendo está envolvido em um esquema bilionário de desvio de dinheiro público.

2. O pseudo-reverendo está protegendo alguém muito graduado no governo Bolsonaro.

3. Ainda há muito a ser descoberto.

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