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Ricardo Rangel

O último a ser preso no Rio apaga a luz

O Rio de Janeiro é uma espécie de resumão da corrupção na política nacional.

Por Ricardo Rangel - 10 set 2020, 18h12

O governador do estado do Rio, Wilson Witzel, foi afastado pela Justiça por suspeita de desviar dinheiro público. Responde também a processo de impeachment na Assembleia Legislativa.

O vice-governador, Claudio Castro, em exercício, é alvo da mesma investigação sobre desvio de dinheiro público em que está Witzel. Há indícios de que tenha feito um acordo com Jair Bolsonaro para proteger dois filhos do presidente,  o senador Flávio e o vereador Carlos, ambos investigados pelo MP estadual por desvio de dinheiro público, em troca de ser protegido na investigação federal.

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano, próximo na linha de sucessão, é investigado por desvio de dinheiro público tanto pelo MP federal (junto com Wizel e Castro) como pelo MP estadual (junto com Flávio).

O ex-prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes, um dos principais candidatos à prefeitura, foi denunciado por caixa dois.

O prefeito do Rio, Marcello Crivella, está sendo investigado por desvio de dinheiro público e teve o celular apreendido. O prefeito acaba de escapar, por apenas dois votos, de um processo de impeachment.

Os advogados do ex-presidente Lula e do ex-governador Witzel, junto com duas dezenas de outros, foram denunciados por desvio de dinheiro público. O advogado do presidente Bolsonaro está sendo investigado na mesma ação.

O Rio de Janeiro é uma espécie de resumão da corrupção na política nacional.

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