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Ricardo Rangel

O homem que sabe o que quer

Ninguém pode acusar Jair Bolsonaro de não ter prioridades claras

Por Ricardo Rangel - 19 ago 2020, 14h26

O Brasil está entre os piores colocados no Pisa, tem uma das maiores evasões escolares do mundo, e a pandemia está nos fazendo passar por um apagão no ensino. Bolsonaro decidiu reduzir o orçamento da Educação.

O SUS está em crise por falta de recursos e de gestão há anos, e acabamos de passar por uma pandemia. Bolsonaro decidiu reduzir o orçamento da Saúde.

O serviço público é inchado, e os funcionários públicos, em seu conjunto, recebem salários exorbitantes e privilégios estapafúrdios; o custo da pandemia, apenas neste ano, será equivalente à economia proporcionada pela reforma da Previdência nos primeiros 10 anos, e elevará a dívida pública a 100% do PIB. Bolsonaro adiou novamente — e indefinidamente — a reforma administrativa aparentemente para sempre.

Os militares foram poupados na reforma da Previdência, receberam aumento de salário e um plano de carreira; a última vez em que o Brasil enfrentou a ameaça de ter seu território invadido foi no século retrasado. Bolsonaro vai aumentar o orçamento da Defesa.

O desmatamento e as queimadas na Amazônia alcançaram níveis recordes, e isso está provocando sérios problemas para o setor agroexportador e para nossa capacidade de atração de investimentos estrangeiros. Bolsonaro dá mostras de que está determinado a manter no ministério do Meio Ambiente o homem responsável pelo desastre ambiental.

Ninguém pode acusar Jair Bolsonaro de não ter prioridades claras.

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