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Ricardo Rangel

Arthur Lira, colaboracionista

O presidente da Câmara protege Bolsonaro e viabiliza uma política que maximiza mortes

Por Ricardo Rangel 22 jun 2021, 13h36

Arthur Lira declarou-se contra a CPI da Covid.

Disse o presidente da Câmara que não se devem investigar crimes de guerra antes de a guerra acabar.

Lira, como qualquer cidadão, e como é sua obrigação enquanto representante dos cidadãos, deveria estar interessado em descobrir se o governo está cometendo crimes contra a população — e fazer o possível para impedi-los.

Mas não.

O que Lira faz é proteger Jair Bolsonaro e permitir que ele continue tomando medidas que todo mundo sabe que maximizam  mortes.

Para usar a metáfora escolhida pelo presidente da Câmara, se estivéssemos efetivamente em uma guerra, Lira seria o que se chama de colaboracionista: o cidadão que colabora com o agressor contra os interesses do país e de seus concidadãos.

Quando as guerras literais acabam, colaboracionistas são, invariavelmente, julgados e condenados por traição.

Mais cedo ou mais tarde, Arthur Lira será julgado.

Senão nas barras dos tribunais de Justiça, no tribunal da opinião pública e nas urnas.

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