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Ricardo Rangel

A vingança é doce

Toda araruta tem seu dia de mingau

Por Ricardo Rangel - Atualizado em 26 ago 2020, 21h08 - Publicado em 26 ago 2020, 21h02

Há exatos 15 dias, Paulo Guedes declarou, em público, que se Jair Bolsonaro desse ouvido aos ministros “fura-teto” — isto é, Braga Netto, Rogério Marinho, Tarcísio de Freitas —, isso o levaria a “uma zona de impeachment”.

A declaração caiu como uma bomba e deixou Bolsonaro furioso. Hoje, o presidente deu o troco. E de uma maneira difícil de responder.

Bolsonaro declarou que não pode “tirar do pobre para dar para o paupérrimo”. O que é o óbvio do óbvio, exceto para Paulo Guedes, que já defendeu a curiosa ideia de tirar dinheiro dos desempregados para combater o desemprego.

Não deixa de ser divertido ver Paulo Guedes, que adora dar aula explicando o óbvio aos políticos, tomar aula de político sobre o que é óbvio e o que não é. Especialmente de um político rudimentar como Jair Messias Bolsonaro.

Não que mude alguma coisa no quartel de Abrantes, onde tudo permanece como dantes.

Bolsonaro continua querendo para seu projeto eleitoreiro um dinheiro que não existe. Guedes continua sem ideia ou projeto, seja para viabilizar o projeto do presidente, seja para combater a recessão, seja para tirar o Brasil do buraco.

Bolsonaro e seu ministro vão continuar se estranhando até o segundo cair ou se render.

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