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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Ruídos a favor

É claro que a imprensa, ou parte, ajuda a fazer certas confusões em favor do governo, prova, mais uma!, evidente de que inexiste a tal conspiração — aquela de que falam os anões morais. Excluí hoje perto de uma centena de comentários cuja síntese está perfeitamente reproduzida neste aqui: “Chora, tucano, o Brasil nunca viveu […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 20h24 - Publicado em 16 set 2007, 20h55

É claro que a imprensa, ou parte, ajuda a fazer certas confusões em favor do governo, prova, mais uma!, evidente de que inexiste a tal conspiração — aquela de que falam os anões morais. Excluí hoje perto de uma centena de comentários cuja síntese está perfeitamente reproduzida neste aqui: “Chora, tucano, o Brasil nunca viveu tal prosperidade”. Sim, ele está tocado pelo “Mal”, coitadinho, mas talvez seja sincero na sua estupidez. Leu no jornal ou ouviu na TV algo como “Renda do brasileiro teve o maior crescimento em 10 anos”. E o que ele entendeu? De saída, já acha que o brasileiro nunca ganhou tanto. A verdade: esse ganho é quase 10% inferior ao que se tinha em 1996 — e o topo do rendimento se deu (Oh!!!) no governo FHC. Os indicadores sociais do Brasil melhoram? Sim. Vêm melhorando há muito tempo. Mas muito menos do que poderiam e num ritmo muito aquém da necessidade. A tal melhoria de renda dos mais pobres convive com investimentos em infra-estrutura social inferiores ao que se tinha no governo FHC. Que país avança mais? Um que invista em saneamento ou um que distribua caraminguás?

Escrever isso tudo é incômodo num momento em que o Bolsa Família goza de um prestígio inédito até entre aqueles que têm o dever da crítica? E daí? Dane-se! Não escrevo para ser popular. E muito menos me vejo compelido a ser condescendente com esse assistencialismo chinfrim para legitimar as outras críticas que tenho ao governo Lula, buscando demonstras a minha “imparcialidade”. Não preciso que os petistas não me vejam com suspeição. Aliás, quero é que vejam. Não lhes reconheço o papel de juízes dos meus textos. Não precioso me desculpar por denunciar as suas roubalheiras, dando-lhes uma razão diária de “boas notícias”.

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