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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Mais de 300 grandes obras podem atrasar por falta de crédito no País

Por Renée Pereira, no Estadão:Hoje o País tem 324 grandes obras de infra-estrutura em construção ou já contratadas (mas não iniciadas) correndo sério risco de atraso por causa da escassez de crédito que assola o mundo. Para serem concluídos nos próximos anos, os empreendimentos vão demandar cerca de R$ 90 bilhões. “Estamos agora concentrados na […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 18h40 - Publicado em 3 nov 2008, 06h15
Por Renée Pereira, no Estadão:
Hoje o País tem 324 grandes obras de infra-estrutura em construção ou já contratadas (mas não iniciadas) correndo sério risco de atraso por causa da escassez de crédito que assola o mundo. Para serem concluídos nos próximos anos, os empreendimentos vão demandar cerca de R$ 90 bilhões. “Estamos agora concentrados na criação de soluções para evitar que haja descontinuidade das obras e atraso nos cronogramas”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, responsável pelo levantamento sobre a necessidade de financiamento nas áreas de energia elétrica, ferrovias, rodovias e portos.
Godoy disse que cerca de 70% do volume de recursos deverá sair do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Mas esse dinheiro pode ser liberado no início, no meio ou no fim do projeto. Até porque, diante dessa crise, todo mundo passa a contar com o banco para tudo e não tem dinheiro para todos.”
Ele explicou que, para cobrir essa lacuna, os investidores normalmente recorrem a outras fontes de recursos para iniciar obras. Antes, além dos empréstimos bancários, as empresas faziam emissões no mercado de capitais por meio de debêntures, notas promissórias, entre outras modalidades. “Hoje, quem tem capacidade está usando o caixa próprio. Outros estão tentando, com muita dificuldade, fazer empréstimo-ponte. Há ainda aqueles que já fizeram esse tipo de empréstimo e agora precisam repactuar o contrato vencido”, comenta Godoy. Segundo o levantamento da Abdib, dos R$ 90 bilhões, cerca de R$ 57 bilhões ainda não tiveram as obras iniciadas. O restante já está em construção, o que não significa que está livre de limitações.
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