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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Letícia Sabatella poderia ter em informação e ética o que tem em beleza! Seria esse texto machista? Leiam!

Acho detestável que pessoas sejam hostilizadas em restaurantes, ruas, shoppings etc. Não me importa o que pensem. Mas também não reconheço a ninguém o direito de se comportar como agente provocador

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 22h12 - Publicado em 1 ago 2016, 21h12

A atriz Letícia Sabatella faz muito mal em se comportar como uma agente provocadora. Já chego lá. Antes, algumas considerações.

Procurem o que escrevi neste blog ao longo do tempo. Oponho-me a manifestações agressivas contra quem pensa de modo diferente. Acho detestável que pessoas sejam hostilizadas em restaurantes, ruas, shoppings etc. Não me importa o que pensem. Mesmo o mais asqueroso dos políticos deve ser combatido na praça adequada. Não vejo razão para que, muitas vezes em companhia da família, seja constrangido. Há caminhos para punir corruptos.

E, é claro, penso ser igualmente reprovável que esquerdistas intimidem os ditos “coxinhas”, como eles gostam de dizer. Isso nada tem a ver com divergência política. É só falta de educação. É só intolerância.

Dito isso, sigamos. Considero descabido que venham me fazer cobranças, na rua ou em qualquer ambiente público, em razão das minhas escolhas ideológicas. É incivilizado. É pouco democrático. Mas eu compreenderia a eventual hostilidade se eu decidisse me meter numa manifestação de esquerdistas “contra o golpe”. A razão é simples: todos sabem o que penso, e isso lhes pareceria uma provocação. Aliás, estivesse eu lá, é bem provável que fosse isso mesmo. Mas não vai acontecer porque abomino ações dessa natureza.

Letícia reclama que foi hostilizada, xingada e ameaçada em Curitiba, no domingo, por manifestantes em favor do impeachment. Ao ler o relato da própria atriz, fica claro que ele decidiu se meter, de forma deliberada, num protesto contra Dilma. Vale dizer: foi em busca de uma reação que ela sabia certa. E aconteceu o óbvio. Bem-sucedida, ela pode, agora, fazer seu proselitismo mixuruca.

Não! Estivesse eu lá, não a teria xingado, não a teria hostilizado, não teria dito nada. Nas vezes em que vi esta senhora se manifestar sobre política, o seu primitivismo chega a ser cômico. Ela é dotada daquela ingenuidade agressiva que exaspera os que pensam com um mínimo de lógica. Querem ver? Falando à imprensa, afirmou:
“Não fui provocar ninguém, passava pela praça antes de começar a manifestação e parei para conversar com uma senhora. Meu erro. Preocupa esta falta de democracia no nosso Brasil. Eles não sabem o que fazem”.

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Não há falta de democracia no Brasil. Ao contrário: o regime é plenamente democrático. Aliás, no domingo, inclusive em Curitiba, havia manifestações em favor de Dilma, que Letícia defende com unhas, dentes e, infelizmente, bem pouca informação. Por que não estava junto aos seus?

“Ah, Reinaldo está endossando a hostilidade!” Não! Não estou. Mesmo! Mas também não vou ignorar que Letícia queria justamente aquilo que obteve. Ora, leiam ali: segundo ela, “eles” — os que pensam de modo diferente — “não sabem o que fazem”. É mesmo? E quem sabe? Os que se organizaram numa quadrilha para assaltar os cofres públicos? Os que chamam de “golpe” o triunfo da Constituição e das leis? Os que usaram o seu poder para assaltar as instituições?

Infelizmente, Letícia usou da pior maneira o seu talento de atriz. Triste, tristíssimo mesmo!, é ver que essa moça se candidata a ser uma pensadora da política, embora a sua ignorância consiga ser ligeiramente superior à sua grande beleza.

“Que é? O machista Reinaldo vai dizer agora que não se pode ser bonita e informada ao mesmo tempo?” Claro que sim! E ainda há quem junte a essas duas coisas dinheiro, talento e boa sorte. O mundo nem sempre é justo, rsss.

Mas há, obviamente, aqueles que têm um dom apenas, ou dois… Letícia é bonita. Poderia se instruir um pouco mais. Inclusive no terreno da ética.

Para não se entregar a patuscadas como a de domingo.

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