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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Fogo destrói carro da TV Record; “âncora” de programa, que se faz porta-voz dos baderneiros, passa a chamar incendiários de bandidos. Mas continua a perguntar: “O que você quer? Hospital ou Copa do Mundo?” Nota: Record não tem direito de transmissão de evento

Os fascistas que estão em frente à Prefeitura de São Paulo primeiro tentaram virar um veículo-gerador de TV Record. Não conseguiram. Então decidiram botar fogo no carro, que foi consumido pelas chamas. Imediatamente, sintonizei a emissora para ver o que dizia o tal Marcelo Rezende, que se refere às manifestações como “a nossa voz” e […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 17 fev 2017, 14h21 - Publicado em 18 jun 2013, 21h32

Os fascistas que estão em frente à Prefeitura de São Paulo primeiro tentaram virar um veículo-gerador de TV Record. Não conseguiram. Então decidiram botar fogo no carro, que foi consumido pelas chamas.

Imediatamente, sintonizei a emissora para ver o que dizia o tal Marcelo Rezende, que se refere às manifestações como “a nossa voz” e aos manifestantes como “nós”. Pelo visto, ele ainda não sabia do episódio. E continuava, com aquele seu jeito muito próprio, a devolver ao meio ambiente tudo o que tinha no estômago: “Aí eu pergunto pra você: o que é melhor pra nós, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, ou um hospital? Você que é pai, que tem filho, quer um hospital ou a Copa? Olhem aí, nós estamos na rua…”.

E seguia a expelir coisas ainda mais abjetas quando deve ter sido avisado do incêndio. Aí passou a lamentar a ação de criminosos, lembrando que que a turma do Movimento Passe Livre já tinha procurado a sua equipe para agradecer o apoio.

Há uma degeneração generalizada de padrão — do jornalismo ou do subjornalismo, já, por si, degenerado.

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Na GloboNews, a absolvição do vandalismo e a responsabilização da vítima (ver post). Na Record, a mistura de negócios — afinal, a emissora não é detentora dos direitos de transmissão da Copa das Confederações e da Copa do Mundo — com a causa dos supostos “oprimidos”. O lixo moral vai se acumulando.

Ocorre que os fascistoides que estão soltos — e nem eles sabem que são fascistoides — não têm tempo nem espaço para certas sutilezas.

É imprensa? Eles não gostam. Jornalistas da Globo, apesar de toda simpatia pelo movimento, têm de trabalhar com os microfones cobertos — ou sem o logo. Alguns se disfarçam de manifestantes e têm de filmar tudo pelo celular.

Mas repetem o mantra: a manifestação é pacífica!

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