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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Eles na TV

Vocês certamente viram o horário eleitoral. Lula segue com o seu Brasil grande e um tanto analfabeto. Apareceu no letreiro da campanha: “O Brasil já sabe porquê (sic) não vai mudar”. Tudo junto e com acento. É separado e sem acento. Picuinha ortográfica? Não. O Brasil de Lula é o avesso da verdade. Mas está […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 23h14 - Publicado em 12 set 2006, 22h30
Vocês certamente viram o horário eleitoral. Lula segue com o seu Brasil grande e um tanto analfabeto. Apareceu no letreiro da campanha: “O Brasil já sabe porquê (sic) não vai mudar”. Tudo junto e com acento. É separado e sem acento. Picuinha ortográfica? Não. O Brasil de Lula é o avesso da verdade. Mas está com a maioria do eleitorado. Exaltou, dentre outras coisas, o crescimento do emprego (falo disso em outro post). E o PT demonstra que aprendeu direitinho com os neopetistas das igrejas neopentecostrais. Depois de mostrar tudo o que o “deus Lula nos deu”, informou-se a conta bancária para fazer doação ao partido. Só faltou gritar um “Aleluia!” ao fim do programa.

Geraldo Alckmin fez críticas ao presidente, e um apresentador, no fim do programa, lembrou os ministros (ou ex) que estão sob investigação. Um pouco mais de dureza, é verdade. Mas o programa já foi mais fraco que o de sábado. Isso demonstra que ainda se está numa fase de ajuste de uma campanha que começou errado e que tem grande dificuldade de mudar de rumo.

Querem um exemplo? Mesmo quem vai votar em Alckmin não tem mais paciência para seu obreirismo. Lula vende as suas conquistas também. Mas de forma mais inteligente, é preciso admitir. Empresta valor, retórica, discurso às conquistas, reais ou mentirosas. Lida mais com valores do que com quantidade. A campanha é, mesmo melhor, ainda refém da conversa mole do lulismo de que a exposição das feridas éticas do governo não rende voto. Conversa.

Socialismo é isto
“Tenho em Deus meu refúgio e minha fortaleza”. Era a socialista Heloísa Helena. Então tá.

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