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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Eis o governo “republicano” de Tarso Genro

Por Felipe Bächtold, na Folha: Um deputado estadual do PTB gaúcho disse que ele e cada um dos demais deputados do partido, por serem da base aliada do governador Tarso Genro (PT), têm direito a indicar funcionários comissionados que somam R$ 80 mil mensais em salários. A afirmação foi feita pelo deputado Ronaldo Santini durante […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 20 Feb 2017, 13h34 - Publicado em 12 Jul 2011, 07h07

Por Felipe Bächtold, na Folha:
Um deputado estadual do PTB gaúcho disse que ele e cada um dos demais deputados do partido, por serem da base aliada do governador Tarso Genro (PT), têm direito a indicar funcionários comissionados que somam R$ 80 mil mensais em salários. A afirmação foi feita pelo deputado Ronaldo Santini durante debate na rádio Gaúcha com o deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS): “Nós temos um valor de R$ 80 mil para cada deputado estadual nomear”. Procurado pela Folha, Santini disse que não iria se manifestar sobre o assunto. A declaração acirrou a polêmica sobre a partilha de cargos no Estado. Neste ano, a administração do PT criou mais secretarias e ao menos 334 cargos de confiança.

Em junho, o governo Tarso, com uma ligeira maioria na Assembleia, precisou recuar em alguns pontos para aprovar um pacote de reforma da previdência estadual. Na ocasião, o governador disse que a vitória no Legislativo impediria uma “crise grega” no Rio Grande do Sul. Até um órgão do próprio governo contesta a criação de mais cargos de confiança. O Conselho Deliberativo do Instituto de Previdência do Estado considerou que as 57 novas posições de coordenador e gerente instituídas no órgão são desnecessárias. A Casa Civil afirmou que extinguiu 198 funções comissionadas neste ano. Líder do governo na Assembleia, Miriam Marroni (PT) negou a divisão de cargos: “Foi uma declaração sem fundamento” [de Santini]. Sobre a criação de mais cargos, Marroni afirmou que o PT recebeu um Estado “esvaziado” e agora tenta fazer uma reestruturação.

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