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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

E Lewandowski decide também fatiar o seu voto. Ou: Do cumprimento de um desiderato

O ministro Ricardo Lewandowski, que ontem ameaçou renunciar à revisão do processo ao saber que Joaquim Barbosa fatiaria o voto, recuou e decidiu que fará o mesmo. Teria sido convencido por Celso de Mello e por Marco Aurélio Mello, que chegou a lhe fazer um apelo público nesse sentido. Assim, na segunda-feira, é ele quem […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 08h07 - Publicado em 17 ago 2012, 06h49

O ministro Ricardo Lewandowski, que ontem ameaçou renunciar à revisão do processo ao saber que Joaquim Barbosa fatiaria o voto, recuou e decidiu que fará o mesmo. Teria sido convencido por Celso de Mello e por Marco Aurélio Mello, que chegou a lhe fazer um apelo público nesse sentido. Assim, na segunda-feira, é ele quem abre a sessão. E tem de se pronunciar justamente sobre o caso e as personagens a que se referiu Barbosa. Aí votam os demais ministros, do mais recente na corte para o mais antigo — o presidente é o último. Trata-se apenas de quatro réus. Vamos ver de quanto tempo precisará.

O clima entre Lewandowski e o sempre calmo Ayres Britto esquentou. Como revelei aqui ontem, o revisor ameaçou renunciar a seu papel, o que empurraria o processo para o ano que vem. Britto perdeu a paciência e revelou, em meio a outros ministros, que Lewandowski já o havia procurado com, digamos, “embargos auriculares” por duas vezes, propondo que o julgamento ficasse para 2013. Se renunciasse à revisão agora, estaria cumprindo um desiderato.

Vamos ver. Eu estou doido para ouvir ministros a dizer, por exemplo, que a pesquisa encomendada por João Paulo ao sempre ínclito instituto Vox Populi — para saber se a população associava José Dirceu a Waldomiro Diniz e para colher a opinião dos entrevistados sobre o próprio João Paulo — caracteriza um uso decente do dinheiro público. Será um momento lindo do direito!

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