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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Dilma critica “violência” de ataque anti-Kadafi

Na Folha: Em uma crítica indireta à ação militar respaldada pela ONU (Organização das Nações Unidas) na Líbia, a presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que existe um quadro de “violência intervencionista” na África do Norte e no Oriente Médio. Foi a primeira vez que Dilma se manifestou publicamente sobre a ação militar capitaneada por forças […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 12h04 - Publicado em 6 Maio 2011, 07h17

Na Folha:
Em uma crítica indireta à ação militar respaldada pela ONU (Organização das Nações Unidas) na Líbia, a presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que existe um quadro de “violência intervencionista” na África do Norte e no Oriente Médio. Foi a primeira vez que Dilma se manifestou publicamente sobre a ação militar capitaneada por forças dos Estados Unidos, França, Reino Unido e Itália.

O primeiro ataque aéreo ao país controlado pelo ditador Muamar Kadafi foi realizado durante visita do presidente americano, Barack Obama, ao Brasil, em março. “Os conflitos recentes na África do Norte e no Oriente Médio mostram que não há por que optar entre conformismo de um lado, violência intervencionista de outro. A realidade é mais complexa”, afirmou a presidente, em discurso durante almoço oferecido ao presidente da Alemanha, Christian Wulff.

O discurso da presidente, crítico a ações militares, foi recebido por um “aliado” na questão. Assim como o Brasil, a Alemanha se absteve na votação do Conselho de Segurança da ONU que aprovou os ataques. Segundo um assessor do Planalto, a intenção não foi fazer uma crítica velada, mas direta, à ação militar. Dilma também cobrou respeito à “soberania nacional” e uma reflexão mais aprofundada das causas dos conflitos internos na região, de forma que “soluções duradouras” sejam alcançadas.

“Cada uma dessas situações depende de tratamento específico, atento às verdadeiras raízes dos problemas e à busca de soluções duradouras, que respeitem a soberania nacional, os direitos civis e os direitos humanos em todos os países da região, sem seletividade”, afirmou. Aqui

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