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Como? A “verdadeira direita” está me atacando por causa do que escrevi sobre Yoani Sánchez, que eles acham ser “agente de Fidel”? Não me digam!

Eu não tenho tempo — porque tenho muito trabalho — de ficar respondendo a todos os que me atacam na Internet. Há pessoas aí que se querem “a verdadeira direita” — CONDIÇÃO QUE NUNCA REIVINDIQUEI — que consideram Yoani Sánchez mera agente do regime cubano. Parece que a tese é a seguinte: ela ocuparia o […]

Eu não tenho tempo — porque tenho muito trabalho — de ficar respondendo a todos os que me atacam na Internet. Há pessoas aí que se querem “a verdadeira direita” — CONDIÇÃO QUE NUNCA REIVINDIQUEI — que consideram Yoani Sánchez mera agente do regime cubano. Parece que a tese é a seguinte: ela ocuparia o lugar que caberia à real oposição  e coisa e tal. Como toda teoria conspiratória, esta também se alimenta da ausência de provas.

Não vou ficar batendo boca com a “verdadeira direita”. Eu lhe concedo as batatas. Ok! Essas pessoas são “a verdadeira direita”. Pronto! Eu sou apenas o verdadeiro Reinaldo. Se esses caras querem se juntar ao PT, à CUT, ao PC do B e ao assessor do Gilberto Carvalho para pichar Yoani, que fiquem à vontade. Cada um na sua. Que façam comigo o que faço com eles: ignorar.

Segundo entendi, eles me acusam também, por vias tortas, de ser uma espécie de representante da “Geração Y” à brasileira; também eu estaria roubando o lugar que lhes caberia por direito (conquistado quando e ode?): eles seriam “os verdadeiros” opositores do petismo, não eu. Podem ficar com esse galardão também! Eu não pertenço a partido ou grupo nenhum — político, religioso, estético ou o que seja. E nunca me quis o “real” opositor do PT. Outro dia recebi um comentário, cheguei a publicá-lo aqui, de alguém que diz conhecer um “professor” que assegura que sou um agente petista, uma espécie de “Yuri” do Comunismo Internacional. Uau!!! Fazer o quê? Não existe nem deve existir manicômio para pessoas que têm ideias exóticas.

Meu partido é formado por uma única pessoa: eu! Às vezes transito na mão da metafísica influente; com grande frequência, na contramão. Nunca pergunto o que pensam este ou aquele antes de me posicionar. Se o Marcola e o José Sarney escreverem textos asseverando a sua crença na Lei da Gravidade, não passarei a me opor à Lei da Gravidade por isso. Se o Papa Bento XVI passar a atacar o uso de remédios para curar doenças, certamente eu o criticarei. Se o Renan Calheiros propuser algo que considero bom para os brasileiros, eu apoiarei — a proposta, não o Renan Calheiros. Sim, essas escolhas são óbvias. Outras nem tanto.

Yoani Sánchez é uma perseguida política em seu país. Se ela integra ou não este ou aquele grupo radicados em Cuba, em Miami ou em Osasco que se consideram “a verdadeira oposição cubana”, pouco me importa. Eu não tenho nem pauta nem agenda para Cuba. Eu me oponho àqueles que tentam impedir os outros de dizer o que pensam. Eu me oponho àqueles que tentam se impor pela força. Eu me oponho àqueles que transformam gritaria em argumento.

Se alguém acha que a “conspiração” do regime cubano passa por Yoani, por Gilberto Carvalho e por aqueles que a estão perseguindo no Brasil, lambuzem-se na sua teoria, ora essa! Façam o seguinte: paramentem-se e saiam por aí também vaiando a Yoani. De uma lado, ela seria atacada pelo PT e pelo PC do B; de outro, pela “verdadeira direita”. No fim, os dois lados se congraçam entre tapas e beijos. Mas tenham ao menos a cara de pau daqueles brucutus que se fantasiam de Che Guevara e mostram a cara; não ficam se escondendo na Internet, pichando alguém que, até que se prove o contrário, só tem pedido democracia em Cuba.

De resto, os meus leitores conhecem a tática: quando aquela turma financiada por estatais precisa de tráfego, recorre ao “Procedimento Nº 1” de seu Manual para Criar Onda na Internet: “Vamos xingar o Reinaldo Azevedo. Aí os petralhas  migram pra cá, e até alguns leitores deles aparecem para defendê-lo…” Aliás, caras e caros, não façam isso. Não caiam no truque. Não acessar as páginas da esgotosfera é a saída correta. Estes se querem a “verdadeira esquerda democrática”. Quando a “verdadeira direita” quer mostrar que existe, costuma ter uma ideia original: “Vamos atacar o Reinaldo Azevedo…” O máximo de risco que essa gente corre é arrumar também um patrocínio estatal.

Faço aqui, então, uma exortação aos homens da área de publicidade das estatais: “Existe uma ‘verdadeira direita’ que também me ataca. Essa gente já faz por merecer um dinheirinho, pô!”

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