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Brasil crescerá menos de 3% em 2011, afirmam mercado e agência

Na VEJA Online: O mercado financeiro voltou a reduzir as previsões para a inflação oficial e a Selic em 2012, ao mesmo tempo em que diminuiu as estimativas para o crescimento da economia neste ano e no próximo, mostrou o relatório Focus do Banco Central (BC) nesta segunda-feira. Apesar do estímulo via política monetária e […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 09h56 - Publicado em 12 dez 2011, 15h56

Na VEJA Online:
O mercado financeiro voltou a reduzir as previsões para a inflação oficial e a Selic em 2012, ao mesmo tempo em que diminuiu as estimativas para o crescimento da economia neste ano e no próximo, mostrou o relatório Focus do Banco Central (BC) nesta segunda-feira.

Apesar do estímulo via política monetária e medidas fiscais, o mercado seguiu diminuindo as perspectivas para o crescimento econômico neste ano e no próximo. Para 2011, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 2,97%, ante 3,09% no documento anterior. É a primeira vez no ano que a estimativa do mercado para o crescimento do PIB fica abaixo dos 3%. A previsão para 2012 também foi cortada: para 3,40%, contra 3,48% no Focus da semana passada.

Tais previsões são as primeiras pelo Focus após a divulgação de que a economia brasileira teve crescimento nulo no terceiro trimestre ante o segundo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o país voltou a acelerar neste quarto trimestre, mas admitiu que um crescimento de 3,8% neste ano não é mais possível e citou uma faixa de aumento do PIB entre 4 e 5% para 2012, abaixo da de 4,5 e 5% informada ao divulgar medidas de estímulo à economia neste mês.

A estimativa para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência para o regime de metas de inflação no Brasil – em 2012 caiu para 5,42%, ante 5,49% na semana anterior. A expectativa para 2011 ficou inalterada em 6,50%, exatamente no teto da meta do governo, que tem centro em 4,5% e tolerância de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Mais previsões
Na Folha:
A agência de classificação de crédito Fitch revisou a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil para 2,8% em 2011, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (12). A estimativa da entidade anteriormente era de que o país crescesse 3,5%. Em seu relatório econômico de perspectivas globais constam ainda a projeção de crescimento da economia de 3,2% em 2012 e 4,5% em 2013. A revisão foi necessária devido ao enfraquecimento e desaceleração da economia decorrente da “política monetária mais apertada, o que inclui medidas prudenciais para controlar o crescimento do crédito e uma postura fiscal restritiva”.

Na avaliação, a indústria é cita como um setor atingido negativamente pela valorização do real e as mudanças tomadas nas medidas de estímulo da economia. “Questões estruturais como a alta carga tributária e infraestrutura fraca também dificultam a competitividade do setor”, destaca a Fitch. No tocante a 2012, há ainda a avaliação de que, devido ao cenário externo de volatilidade (influenciado fortemente pela desaceleração das economias desenvolvidas), a variação do PIB seja de 3,8%, bem abaixo do potencial do país, mas aposta que será um momento de diminuição de riscos.

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