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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Bananas: a diplomacia Tico-Tico no Fubá de Amorim. Ele que vá comer minhocas no pomar

A esta hora da madrugada, com um frio danado, sou obrigado a ler, em matéria de Denise Chrispim Marin, no Estadão desta terça (clique aqui), que Celso Amorim estuda a possibilidade de o Brasil integrar uma eventual força de paz no Sul do Líbano. A reportagem de Denise é corretíssima. Amorim é que pensa torto. […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 23h22 - Publicado em 1 ago 2006, 06h38

A esta hora da madrugada, com um frio danado, sou obrigado a ler, em matéria de Denise Chrispim Marin, no Estadão desta terça (clique aqui), que Celso Amorim estuda a possibilidade de o Brasil integrar uma eventual força de paz no Sul do Líbano. A reportagem de Denise é corretíssima. Amorim é que pensa torto. Prendam este senhor na Casa Verde de Simão Bacamarte e joguem a chave fora! Já não basta o atoleiro haitiano em que ele e seu chefe, Lula, meteram o Brasil? Indagado sobre os motivos de integrarmos a tal força, ele lembrou os brasileiros que vivem na região e — oh, homem cúpido! — os interesses comerciais do Brasil. Quais? O Apedeuta já disse que somos auto-suficientes em petróleo, o que é mentira, e que o biodiesel porá fim a essa guerra, não foi? Mas Amorim ainda não estava satisfeito. Demonstrou a sua contrariedade com Israel, que teria rompido a trégua (o que, ademais, é mentira, já que esta se referia apenas a bombardeios aéreos, não a avanço terrestre), e voltou a fazer o discurso de destruição em massa da inteligência ao apontar a desproporcionalidade da reação da vítima. Faz sentido: quando Lula visitou o Oriente Médio, passeou por todas as ditaduras árabes, mas não visitou a democracia israelense. Depois, Amorim organizou uma cúpula de países sul-americanos com os ditadores. Nem Kadhafi, o líder líbio, repete mais as bobagens que o Brasil diz. O chanceler brasileiro quer vender aos israelenses o Modelo Lula de Resolução de Conflitos, aquele empregado com Evo Morales: o índio de araque nos tomou a Petrobras boliviana, o Babalorixá aplaudiu e ainda lhe ofereceu um grana barata do BNDES. Ah, sim, Amorim também pediu o cessar-fogo imediato. E, exigente, disse integrar a força de paz desde que seja para valer. Nada de malvados do Hezbollah ou de Israel trocando tiros e foguetes… Titio Amorim não gosta de criança malvada e diz que quem brinca com bomba faz xixi na cama. Ehud Olemert, premiê israelense, finalmente tem uma luz, e Hassan Nasrallah, chefão do Hezbollah, está em colóquio com o próprio Profeta: “Como foi que não pensamos nisso antes?” Está até pensando em trocar o seu turbante negro por um cesta de frutas de Carmen Miranda. Amorim já sabe como resolver os conflitos: “O tico-tico cá, o tico-tico lá/ o tico-tico está comendo o meu fubá/ Se o tico-tico tem que se alimentar/ que vá comer umas minhocas no pomar“. Que frio! Que vergonha!
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