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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Alô, leitores bons de desenho: mandem sugestões para o “Supercoxinha”

Tenho chamado Fernando Haddad de “Prefeito Coxinha”. “Coxinha” é uma gíria empregada pela molecada — é até bem antiga — para designar aquele rapaz com cara de bom moço, que anda sempre arrumadinho, que, como diz uma propaganda, nunca “suja o shortinho”. A gente olha pra ele e não o vê dando canelada no futebol, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 07h02 - Publicado em 18 jan 2013, 19h46

Tenho chamado Fernando Haddad de “Prefeito Coxinha”. “Coxinha” é uma gíria empregada pela molecada — é até bem antiga — para designar aquele rapaz com cara de bom moço, que anda sempre arrumadinho, que, como diz uma propaganda, nunca “suja o shortinho”. A gente olha pra ele e não o vê dando canelada no futebol, fazendo malcriação para as tias, falando palavrão, nada. O Coxinha, quando mais maduro, tem cara de bom genro. Numa discussão mais acalorada, ele acha que a verdade está sempre no meio-termo. Uma flor de pessoa. Ah, sim: o Coxinha também conquistou a fama de inteligente…

Essa é a imagem pública de Haddad, não? Lula concedeu a Ratinho a sua primeira entrevista depois da doença. Estava acompanhado de Haddad, que era apresentado, então, ao grande público como candidato à Prefeitura. O Apedeuta exaltou as qualidades do seu indicado: era “bonitão” e competente…

Na imprensa paulistana, o prefeito Coxinha é o “Supercoxinha”. Aprendi que ele tem uma solução para tudo. Apresentem o problema, e o super-herói está pronto a dar uma resposta, geralmente naquele “sociologuês” mezzo marxista, mezzo abobrinha, que tanto encanta o socialismo socialite do Complexo PUCUSP — muitos tucanos também ficam fascinados, é bom deixar claro.

Brinquem aí, desenhistas. Mandem sugestões para o Supercoxinha. Imaginem o prefeito na sua sala, envolvido com alguma tarefa aborrecida, como Clark Kent em alguma missão chatinha. Alguém aponta um problema na cidade — ou no mundo; pensem sem fronteiras —, e ele passa por uma transformação. 

Como compor o seu uniforme? Que elementos serão usados para caracterizar esse misto de bom-mocismo e esquerdismo chique? Lembre-se que o Supercoxinha pode ser eventualmente mauzinho e que obedece as ordens de uma espécie de espectro: Lula. Havendo alguma sugestão, publico aqui. Havendo várias, a gente faz um concurso para definir o nosso super-herói oficial. Sim, também o Supercoxinha terá a sua kryptonita: qualquer tratado de lógica elementar.

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