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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Aliados blindam Agnelo, que se livra de ir à Câmara

Por Eugênia Lopes, no Estadão: Momentos após selar acordo para a ida hoje do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, à Câmara, líderes de partidos aliados derrubaram ontem requerimento para que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), fosse à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle explicar sua suposta ligação com esquema de desvio de […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 10h13 - Publicado em 10 nov 2011, 06h35

Por Eugênia Lopes, no Estadão:
Momentos após selar acordo para a ida hoje do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, à Câmara, líderes de partidos aliados derrubaram ontem requerimento para que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), fosse à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle explicar sua suposta ligação com esquema de desvio de verbas no Esporte e suspeita de corrupção na Anvisa.

Agnelo comandou o Ministério do Esporte entre 2003 e 2006, quando ainda era filiado ao PC do B, e deixou em seu lugar Orlando Silva (PC do B), demitido do cargo na semana passada. Em 2008, era diretor da Anvisa.

De autoria dos deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Fernando Francischini (PSDB- PR), o requerimento para ouvir Agnelo foi rejeitado por 10 votos a 6. A pedido do vice-governador do DF, Tadeu Filippelli (PMDB), o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) atuou para derrubar o convite ao petista. “A Câmara não é lugar para tratar de briga local”, argumentou Cunha.

“Os governistas alegaram que era um problema paroquial para derrubar o requerimento”, disse, conformado, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).

Odair Cunha (PT-MG) foi outro da linha de frente do governo para poupar Agnelo. “Aqui não é o foro adequado. Cabe à Câmara Distrital fazer a convocação para que ele preste esclarecimentos”, argumentou Cunha. “Este não é um órgão para investigar governos estaduais.” Na avaliação dos governistas, Agnelo deve ser investigado pela Câmara Distrital, onde detém maioria.
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