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A rede suja e o tal Nicolelis. Devagar aí, doutor! Nem a um cientista é permitido dizer tolices!

Chega a ser uma piada que Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, tenha proposto um protocolo de não agressão ao adversário, o tucano José Serra. Não me lembro, em campanhas recentes, de o petismo e suas franjas terem descido tão baixo em matéria de ataques pessoais e, bem, terei de dizer […]

Chega a ser uma piada que Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, tenha proposto um protocolo de não agressão ao adversário, o tucano José Serra. Não me lembro, em campanhas recentes, de o petismo e suas franjas terem descido tão baixo em matéria de ataques pessoais e, bem, terei de dizer a palavra, mentiras. A Al Qaeda eletrônica a seu serviço é capaz das maiores baixezas — infelizmente, com o auxílio de setores consideráveis da imprensa.

É uma gente que não tem receio de distorcer, de mentir, de atribuir a terceiros o que não pensam. Não há limites. Na entrevista que concedeu a CBN, Serra foi indagado sobre medidas para coibir a violência nas escolas. Afirmou o seguinte:
“Temos um programa feito conjuntamente com a Fundação Casa, a antiga Febem, para atuar nos jovens que estão dentro das escolas e que ainda não entraram para o mundo do crime, mas que podem ter propensão para isso. Vamos fazer com eles um trabalho preventivo e identificar quem tem um potencial para ir para o crime”.

Foi o bastante para começar uma gritaria nas redes sociais, orientada por petistas, acusando o candidato de preconceituoso. Até o cientista petista Miguel Nicolelis — cada vez mais petista, cada vez mais midiático e, pois, cada vez menos cientista — resolveu entrar na corrente de difamação. No Twitter, acusou Serra de defender a frenologia. É uma irresponsabilidade! E, no entanto, o que estava a dizer Serra?

Que é, sim, preciso encaminhar para atendimento especializado jovens com propensão ao crime. E essa “propensão” não se mede por qualquer juízo subjetivo ou por qualquer preconceito naturalista do século 19: pela cara, pela boniteza, pelo formato do crânio, pela estatura, pela cor do cabelo, dos olhos… Estava se referindo a jovens com histórico de violência dentro da escola contra colegas e professores, que já descobriram o álcool e as drogas, que estejam envolvidos com pequenos delitos. Há ou não, em casos assim, propensão para o crime? Não se trata, estúpidos, estúpidas e Nicolelis, de “propensão genética”, de “vocação natural”. Fala-se de casos reais. Um Nicolelis tem de ser mais responsável mesmo quando cientista!

Talvez os tontos ignorem que já há um programa em curso na Fundação Casa, que reúne 2.500 educadores-mediadores. A fundação tem planos de aumentar o convênio com as Prefeituras. Serra se referia, em suma, a ações de apoio psicológico e social que já estão em curso. Que os vagabundos da rede, a soldo, entrem na onda de difamação e lhe tentem atribuir o que não disse, é detestável, mas vá lá. Já o sr. Nicolelis tem de dizer se acredita que a sua “ciência” lhe confere o direito de difamar livremente quem quer que seja. Uma hora eu ainda vou me interessar por esse rapaz… E já antecipo: ainda que seja verdade essa história de Prêmio Nobel e ainda que ele viesse a ganhá-lo, isso não lhe dá o direito de falar besteira nem de atribuir a terceiros intenções que não têm. Qual é?

Ah, sim: a Haddad fizeram a mesma pergunta sobre como coibir a violência nas escolas. Ele teve uma ideia: aula em período integral. Huuumm… E enquanto isso não é realidade em todas as escolas, o que não se realiza da noite para o dia? Mais: o que se quer saber é o que fazer para coibir a violência dentro da escola. Por alguma razão, Haddad acredita que quem é violento em meio período não o será em período integral…

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