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A BUSCA DA RENOVAÇÃO. E A CAMPANHA BARRA-PESADA JÁ COMEÇOU

É consenso que não é o candidato a vice que decide uma eleição. Mas pode atrapalhar bastante. Nesse particular, parece que o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) vai muito bem. Não atrapalha e até pode ajudar bastante. Há dados evidentes que podem ser explorados na campanha. Aos 39 anos, confere juventude à chapa, agregando à […]

É consenso que não é o candidato a vice que decide uma eleição. Mas pode atrapalhar bastante. Nesse particular, parece que o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) vai muito bem. Não atrapalha e até pode ajudar bastante. Há dados evidentes que podem ser explorados na campanha. Aos 39 anos, confere juventude à chapa, agregando à reconhecida experiência do titular um ar de renovação. Articulado, bonitão, bem-falante, não é um pára-quedista, que aparece do nada, só para resolver uma crise — embora, efetivamente, seu nome surja como resposta a uma crise feia, depois de uma trapalhada fabulosa.

Em seu primeiro mandato como deputado federal — já tinha sido vereador no Rio — , destacou-se na Câmara em pelo menos dois momentos: como relator do projeto Ficha Limpa e como membro da CPMI dos Cartões Corporativos. Considerados os seus protagonistas da disputa — os três principais candidatos e seus respectivos vices —, quem está mais ligado a um projeto recente que teve inequívoco apoio popular é justamente o jovem Índio da Costa, de um partido considerado “conservador”: o DEM.

Há mais a se considerar: a imagem do DEM sofreu um intenso desgaste por causa das lambanças do bando do Distrito Federal — que foi suprapartidário, é bom destacar. Os envolvidos nessa em outras tramóias ou pediram para sair do partido, diante da expulsão certa, ou foram expulsos. Para certa imprensa, isso não fez muita diferença. Nesse particular, convenham, o DEM é mais duro do que outras legendas. Imaginem se o PT tivesse expulsado todos os seus mensaleiros… No PT, José Dirceu, por exemplo, ainda é general. Os petistas negam até mesmo que o mensalão tenha existido.

Relator do projeto Ficha Limpa, Índio da Costa certamente enfrentará o lado barra-pesada da campanha. Os blogs que servem ao lulo-petismo já estão tentando transformar em escândalo o fato de ele ser ex-genro Salvatore Cacciola. Já faz tempo! E não foi genro.  Namorou uma das filhas do ex-banqueiro.  E, ainda que fosse, não há o menor sinal de que tenha qualquer relação com o pai da moça. Mas a cachorrada já está salivando e vai tentar transformar num “ficha suja” simbólico o relator do projeto Ficha Limpa. Certo como dois e dois são quatro.

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