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“País tem o direito de saber a verdade”, diz editor da Record

Por Manoella Barbosa, na VEJA.com: Nem só de negócios se fazem as discussões da Feira do Livro de Frankfurt. Mais ligada ao Brasil do que ao mercado internacional (…), a controvérsia das biografias não autorizadas tomou parte das conversas e discussões do evento. De um lado, estão os músicos que, sob a égide da empresária […]

Caetano black bloc

Por Manoella Barbosa, na VEJA.com:
Nem só de negócios se fazem as discussões da Feira do Livro de Frankfurt. Mais ligada ao Brasil do que ao mercado internacional (…), a controvérsia das biografias não autorizadas tomou parte das conversas e discussões do evento. De um lado, estão os músicos que, sob a égide da empresária Paula Lavigne, querem vetar a publicação de livros sem aval prévio dos personagens retratados ou de seus herdeiros, e, de outro, parcelas significativas da sociedade, que veem na ação uma tentativa de asfixia da democracia. Entre estes, estão, naturalmente, já que figuram entre os mais atingidos pela censura, os representantes do mercado editorial.

“É absurda essa ideia do veto a biografias não-autorizadas”, diz Sérgio Machado, presidente da Record, editora responsável pela publicação de biografias de Fernando Pessoa, de José Paulo Cavalcanti Filho, e de José Dirceu, de autoria do jornalista Otávio Cabral, de VEJA, entre outras. “É claro que o biografado tem o direito de se manifestar caso constate algum tipo de injúria, difamação ou inverdade em uma obra feita a seu respeito. Mas, para isso, ele conta com o sistema judiciário. Existe um aparato judicial que não o deixará desamparado.”

Em Frankfurt desde o último domingo, Machado reconhece o direito à privacidade, mas também sublinha o direito à informação e lembra que aqueles que escolhem a “vida dos holofotes” precisam estar preparados para um interesse maior da sociedade sobre a sua vida. E que um cidadão tem o “direito de conhecer a verdade” sobre o seu país e a cultura que o circunda. Verdade que pode ficar longe de um livro autorizado – chapa-branca.

Nesta quarta-feira, o tema pautou a palestra do escritor paranaense Laurentino Gomes, autor dos livros de divulgação histórica 1808, 1822 e 1889. Ele disse se sentir “ameaçado” com o cerceamento à produção de livros-reportagens. Também nesta quarta, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, se reuniu com parte da delegação brasileira na feira para se informar sobre a opinião dos escritores a respeito do tema. (…)

Em muitos países, como Estados Unidos e França, não é preciso obter autorização de personagens retratados ou herdeiros para publicar um livro. Quem se sentir ofendido com o texto pode procurar a Justiça. Casos diferentes são países como a Rússia de Putin, onde o controle da informação é excessivo.
(…)

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