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Vacina superfaturada de Bolsonaro deve ser investigada no TCU

Ministros da Corte de Contas já aguardam que os integrantes da CPI da Pandemia ou que o Ministério Público acione o tribunal

Por Robson Bonin Atualizado em 22 jun 2021, 14h39 - Publicado em 22 jun 2021, 14h29

Os ministros do TCU já esperam que o Ministério Público ou que os integrantes da CPI da Pandemia acionem o tribunal nesse caso da vacina comprada pelo governo de Jair Bolsonaro com sobrepreço de 1.000%.

Os documentos do Itamaraty, que atestam a operação com amplo prejuízo ao país, foram revelados nesta terça pelo Estadão. Segundo o jornal, papeis do Ministério das Relações Exteriores mostram que o governo comprou a vacina indiana Covaxin por um preço 1.000% maior do que, seis meses antes, era anunciado pela própria fabricante.

Telegrama sigiloso da embaixada brasileira em Nova Délhi de agosto do ano passado informava que o imunizante produzido pela Bharat Biotech tinha o preço estimado em 100 rúpias (US$ 1,34 a dose). Em dezembro, outro comunicado diplomático dizia que o produto fabricado na Índia “custaria menos do que uma garrafa de água”. Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde pagou 15 dólares por unidade (R$ 80,70, na cotação da época) – a mais cara das seis vacinas compradas até agora.

Com a chegada da representação ao TCU, provavelmente quem cuidará do caso da vacina indiana será o ministro Vital do Rêgo, o relator dos casos da pandemia na Corte.

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