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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Trocas em cargos estratégicos do Ministério da Educação atrasam projetos

Programa 'Educação Conectada' tem sofrido com mudanças no FNDE e na Secretaria de Educação Básica

Por Mariana Muniz - Atualizado em 2 jun 2020, 08h25 - Publicado em 2 jun 2020, 07h34

Enquanto o ministro da Educação, Abraham Weintraub, se dedica à militância dentro do governo Bolsonaro, processos importantes dentro da pasta têm sofrido sucessivos atrasos – afetados por uma série de trocas em secretarias importantes no MEC e em órgãos de apoio estratégicos, como o FNDE.

No início de abril, o titular da Secretaria de Educação Básica (SEB), Janio Macedo, pediu demissão e foi substituído por Ilona Becskeházy. Mais recentemente, uma leva de funcionários terceirizados deixou a secretaria.

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Um dos programas que vem sendo penalizado pelas mudanças na SEB é o “Educação Conectada” – importante no contexto atual, de ensino a distância, pois viabilizaria a contratação de notebooks para as escolas públicas.

O processo de compra desses equipamentos, parado depois que a licitação inicial foi revogada, deveria ter recomeçado em janeiro, mas até agora não saiu. E, a cada nova dança das cadeiras em cargos estratégicos, anda uma casa para trás.

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As principais trocas dizem respeito ao comando da Diretoria de Apoio às Redes de Educação Básica (DARE), responsável, entre outras áreas, pela Coordenação-Geral de Tecnologias e Inovação da Educação Básica (CGTI), que coloca em pé esse tipo de compra do “Educação Conectada”.

E ao comando da Diretoria de Tecnologia e Inovação (DIRTI) do FNDE. A diretoria, responsável por especificações técnicas em licitações para compra de computadores, está sob o comando, desde a semana passada, de Paulo Roberto Aragão Ramalho, indicado pelo Centrão. Antes, a DIRTI havia sido ocupada por pouco mais de 15 dias por Matheus Belin.

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