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TJRJ fala em ‘indevida utilização’ da Igreja Universal por Crivella

Desembargadora cita 'movimentação de quase seis bilhões de reais' pelo suposto esquema de propina

Por Mariana Muniz Atualizado em 22 dez 2020, 11h09 - Publicado em 22 dez 2020, 11h08

Em mais um trecho da longa decisão que autorizou a prisão preventiva de Marcelo Crivella nesta terça-feira — em decorrência de desdobramento da Operação Hades — a desembargadora Rosa Helena Guita cita uma “indevida utilização” da Igreja Universal (IURD) pelo prefeito do Rio.

“Com relação à lavagem de dinheiro, chamam a atenção as estreitas relações religiosas mantidas entre o Prefeito Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, Mauro Macedo, primo do fundador da referida Igreja, e Eduardo Benedito Lopes, bispo da mesma Igreja”, diz, citando relatório de inteligência financeira do Coaf. 

De acordo com a magistrada, o relatório identificou e comunicou “movimentação financeira anormal no âmbito daquela instituição religiosa, na ordem de quase seis bilhões de reais no período compreendido entre 05/05/2018 e 30/04/2019, o que sugere a indevida utilização da Igreja na ocultação da renda espúria auferida com o esquema de propinas”. Seis bilhões de reais. 

A decisão continua: “Até porque, como já observado,Mauro Macedo e Eduardo Benedito Lopes, ao lado de Rafael Alves, foram identificados como os operadores financeiros do grupo criminoso, ocupando, por assim dizer, o chamado “1o escalão”. Rafael Alves é o braço-direito de Crivella responsável pelo suposto “QG da Propina” na prefeitura do Rio. 

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