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Saída de chefe da Lava-Jato escancara letargia nas ações da PGR

Radar revelou que pelo menos duas delações, além da de Léo Pinheiro da OAS, estavam na gaveta de Raquel

Por Robson Bonin - Atualizado em 16 jul 2019, 14h28 - Publicado em 16 jul 2019, 09h16

A saída de José Alfredo de Paula dos trabalhos da Lava-Jato, revelada pelo jornal O Globo nesta terça, é vista por integrantes da operação na gestão de Rodrigo Janot como um ato tardio que escancara a letargia nas investigações da atual PGR, Raquel Dodge, contra políticos envolvidos em escândalos de corrupção.

Há meses a procuradoria dava sinais de que preferia o jogo parado nas investigações. O Radar revelou, nas últimas semanas, que duas importantes delações estavam em banho-maria na PGR: a do delator da Operação Carne Fraca, Daniel Gonçalves, e da operadora do PT na Bahia, Dalva Sele Paiva. Ambas, apesar de homologadas, não tiveram desdobramentos em operações.

Com praticamente todas as ações em ponto morto, procuradores avaliam que o chefe da operação na PGR demorou para pedir o boné. “A continuar assim, Raquel vai terminar abraçada ao Camanho”, diz um procurador, em referência a Alexandre Camanho, o cabo eleitoral da tentativa de recondução da atual comandante da PGR. A próxima a sair pode ser Raquel Branquinho…

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