Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Por que o Centrão não quer saber de adiar as eleições municipais

Grupo governa hoje 55% das cidades e deputados recebem a pressão dos "seus" prefeitos, que formam suas bases nos rincões do país

Por Evandro Éboli Atualizado em 25 jun 2020, 11h28 - Publicado em 25 jun 2020, 10h23

O Centrão resiste e com força na Câmara ao adiamento das eleições municipais de outubro para novembro. E a pressão vem de baixo, das pequenas prefeituras no interior do país, que dão sustentação política aos deputados. No Congresso, é comum ouvir parlamentar falar em “meus prefeitos”.

Seis  partidos que integram o Centrão – PSD, PP, PL, DEM, PTB e MDB – comandam 55% das 5.568 Prefeituras do país, informam os dados oficiais.

ASSINE VEJA

Acharam o Queiroz. E perto demais Leia nesta edição: como a prisão do ex-policial pode afetar o destino do governo Bolsonaro e, na cobertura sobre Covid-19, a estabilização do número de mortes no Brasil
Clique e Assine

Considerando o ano da última eleição, em 2016, temos: MDB (1.042 prefeitos), PSD (543), PP (497), PR, hoje PL (299), DEM (267), PTB (265) e PRB, hoje Republicanos (106).

O Senado aprovou ontem em dois turnos a PEC que altera de 4 de outubro para 15 de novembro o primeiro turno das eleições. São 40 dias de diferença que, para os atuais prefeitos que buscam a reeleição, podem fazer a diferença contra eles. Até outubro, acreditam, a Covid-19 ainda será um dos temas candentes, e as mazelas dos gestores estarão encobertas.

O segundo turno mudou de 25 de outubro para 29 de novembro.

A favor da mudança, Rodrigo Maia será testado nessa votação. O PSL, base do governo, é contra a mudança.

Para aprovar a proposta na Câmara, serão necessários 308 votos (3/5 do total).

Continua após a publicidade
Publicidade