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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

PF deflagra operação contra corrupção em compra de respiradores no Pará

São cumpridos 23 mandados de busca no Pará e seis estados; policiais estão na sede do governo de Helder Barbalho

Por Robson Bonin - Atualizado em 10 jun 2020, 08h13 - Publicado em 10 jun 2020, 07h18

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta uma operação no Pará contra corrupção em contratos emergenciais da pandemia de coronavírus, em especial a compra de respiradores pelo governo de Helder Barbalho. São cumpridos 23 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STJ no Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal.

As buscas são realizadas nas residências dos investigados, em empresas e, também, no Palácio dos Despachos (sede do Governo do Pará), e nas Secretarias de Estado de Saúde, Fazenda e Casa Civil do Estado do Pará. O Radar apurou que agentes estão na casa do governador Barbalho. É o segundo governador a receber a visita da PF nessa série de investigações abertas pela PGR para apurar desvios nos gastos emergenciais da pandemia. O primeiro foi Wilson Witzel, no Rio.

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Os investigados são suspeitos de crimes de fraude à licitação, falsidade documental e ideológica, corrupção ativa e passiva, prevaricação e lavagem de dinheiro.

A operação conta com a participação de 130 policiais, e com o apoio da Controladoria-Geral da União e da Receita Federal do Brasil.

Segundo a PF, os alvos das buscas são pessoas físicas e jurídicas suspeitas de terem participação nas fraudes. Dentre elas, estão servidores públicos estaduais e sócios da empresa investigada.

A compra dos respiradores custou ao governo paraense 50.4 milhões de reais. Desse total, metade do pagamento foi feito à empresa fornecedora dos equipamentos de forma antecipada, sendo que os respiradores, além de sofrerem grande atraso na entrega, eram de modelo diferente ao contratado e inservíveis para o tratamento da Covid-19. Por tal razão, os respiradores acabaram sendo devolvidos.

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