Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O dilema de Alves

Que enrascada se meteu Henrique Eduardo Alves nesse episódio do manifesto do PMDB contra o PT. Alves quer ser presidente da Câmara no ano que vem. Para consumar o projeto, ele precisa, antes de tudo, que os petistas cumpram o acordo de revezamento da presidência da Casa. Se a lógica fosse regra na política, Alves […]

Por Da Redação Atualizado em 31 jul 2020, 09h24 - Publicado em 5 mar 2012, 11h23

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Que enrascada se meteu Henrique Eduardo Alves nesse episódio do manifesto do PMDB contra o PT. Alves quer ser presidente da Câmara no ano que vem. Para consumar o projeto, ele precisa, antes de tudo, que os petistas cumpram o acordo de revezamento da presidência da Casa. Se a lógica fosse regra na política, Alves poderia fazer tudo, menos bater na bancada petista.

Mas Alves tem dentro da própria bancada peemedebista um problema tão grande quanto esse. Diante do monopólio petista na máquina de Dilma Rousseff, 45 dos 77 deputados peemedebistas chegaram ao limite da tolerância.

Se Alves não apoiar o movimento agora, corre o risco de ter a própria bancada como inimiga na sucessão de Marco Maia em 2013. O que se pode concluir é que, seja qual for o lado escolhido, Alves estará enrascado do mesmo jeito.

Para piorar, Inocêncio Oliveira, do ainda mais indignado PR, já começou a pedir votos para sua eventual candidatura à sucessão de Maia, e gente do próprio PMDB garante que Arlindo Chinaglia nunca esteve tão motivado em disputar o comando da Casa.

Continua após a publicidade
Publicidade