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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O bonde da alegria dos partidos no Senado e o silêncio do Planalto

Aliados de Bolsonaro como Davi Alcolumbre atuam por projeto que reduz transparência nas campanhas e abre farra com dinheiro público nos partidos

Por Robson Bonin - Atualizado em 17 set 2019, 11h38 - Publicado em 17 set 2019, 11h35

As mudanças eleitorais em análise no Senado podem varrer do mapa todo o legado produzido pela Lava-Jato nos últimos anos. A avaliação vem dos próprios investigadores, que acompanham o movimento em curso no Senado nesta terça.

Numa tacada só, os partidos, sob o silêncio do governo de Jair Bolsonaro e o apoio de seus aliados – eleitos com o discurso da nova política –, querem:

1 – Ampliar a verba bilionária disponível nos cofres públicos para bancar campanhas;

2 – Autorizar os caciques partidários a gastar o dinheiro público com compra de imóveis e construção de sedes;

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3 – Autorizar os caciques a pagar com dinheiro público os advogados dos políticos flagrados cometendo irregularidades na eleição

4 – Querem tirar do Tribunal Superior Eleitoral o controle sobre prestação de contas e ainda eliminar qualquer barreira sobre malandragens eventualmente identificadas pela Justiça. Pelo texto, o partido só será punido por mal-uso do dinheiro público se a Justiça Eleitoral provar que a irregularidade foi cometida dolosamente;

5 – Limita o desconto do fundo partidário para pagamento de multas aplicadas ao partido por irregularidades de campanha.

Se já estivesse em vigor no período da Lava-Jato, a lei permitiria o impensável. O PT, acusado de desviar bilhões de Petrobras, poderia bancar com dinheiro público, por exemplo, os advogados de defesa de Lula, José Dirceu, João Vaccari e tantos outros acusados de lavar a propina de obras na forma de doações eleitorais oficiais e via caixa dois.

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