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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Um retrato inédito sobre a vitória de Bolsonaro nas eleições de 2018

Livro explora números dos candidatos no Twitter e no Facebook durante a campanha de 2018

Por Evandro Éboli Atualizado em 8 set 2020, 09h01 - Publicado em 8 set 2020, 07h16

A singular campanha de 2018 ainda é objeto de estudo e análise, especialmente, por especialistas no fenômeno Jair Bolsonaro nas redes sociais.

O professor Francisco Brandão, do Laboratório de Governo Eletrônico e Políticas Públicas da Universidade de Brasília (UnB), se dedica ao tema desde as eleições.

Agora, prepara uma publicação para o exterior um livro sobre os segredos que elegeram o atual presidente. O título da publicação será “Democracia ao vivo: como as redes sociais e vídeos caseiros ajudaram a eleger um presidente populista no Brasil”

Um exemplo dos dados compilados por Brandão: as lives de Bolsonaro no Facebook foram as que mais mobilizaram eleitores nesse espaço, com mais visualizações e interações. No Twitter, as lives estimularam maior volume de posts e mais sentimentos positivos entre seus apoiadores.

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No total, os três principais candidatos totalizaram 33 milhões de tweets desde 1º de setembro até 31 de outubro, período da campanha eleitoral.

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Bolsonaro supera com folga o desempenho dos opositores: desse total, foram quase 22 milhões de tweets do vencedor da eleição, contra 9 milhões de Fernando Haddad, do PT (segundo colocado) e contra 2 milhões de Ciro Gomes, do PDT, terceiro lugar.

A campanha foi influenciada por alguns eventos e pelas lives de Bolsonaro, veja no gráfico.

“Estou tentando explicar para o público de fora como Bolsonaro conseguiu se eleger sem estrutura partidária, sem caixa de campanha e sem tempo na televisão. A explicação é que ele estruturou sua campanha a partir dos protestos do impeachment, usando as redes personalizadas das mídias sociais, especialmente o Facebook”, explica Brandão.

Ele considera que o movimento do afastamento de Dilma rousseff  também forneceu o enquadramento que Bolsonaro precisava, o de candidato contra corrupção.

“Também foi ajudado pelas mudanças na legislação pós-Lava Jato que limitaram os gastos de campanha e reduziram o tempo de televisão. Mesmo o atentado contra Bolsonaro e a polarização política deram maior atenção do público e da mídia para sua campanha, enquanto o candidato evitou debates e limitou sua campanha a entrevistas exclusivas e lives no Facebook”.

Este é o volume de posts no Twitter da campanha de cada um dos três principais candidatos. No total foram 33 milhões de tweets desde 1º de setembro até 31 de outubro. Dá para ver que Bolsonaro teve muito mais volume (quase 22 milhões de tweets contra 9 milhões de Haddad e 2 milhões de Ciro). O gráfico também mostra como a campanha foi influenciada por alguns eventos e pelas lives de Bolsonaro. Laboratório de Governo Eletônico/UnB/Divulgação
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