Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Novas suspeitas para origem do óleo que ‘banha’ praias do Nordeste

É improvável que o óleo tenha partido da Venezuela

Estudos de pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP) apontam novos argumentos para a identificação do óleo vazado na costa brasileira e a dificuldade de saber se ainda há mais produto manchando o mar.

Uma da suspeitas é que o vazamento tenha partido de navios-tanque, que trafegam em alto mar sem rastreamento.

É cada vez mais recorrente a prática de se desligar os transmissores para que os navios não possam ser rastreados por satélite com o intuito de burlar as barreiras e tarifas. É o chamado off transponder, que configura uma verdadeira frota crescente de “petroleiros piratas”.

Os indícios aumentam a probabilidade de que o problema esteja relacionado não à produção, mas sim à circulação de petróleo. Por esta razão, a Marinha acredita que o vazamento pode estar ligado a um outro acidente, já que nas costas de Sergipe e Alagoas foram encontrados recentemente tambores, bombas, frascos e alguns barris com a inscrição “Argina S3 30”, que identifica um óleo lubrificante da Shell. Mas o óleo da Shell pode ter sido vazado por outras empresas que compraram os barris. Se o vazamento tiver acontecido durante uma transferência clandestina de óleo entre navios não é possível saber se a quantidade encontrada é a total ou se ainda há mais óleo por aparecer.

Os pesquisadores lembram que a capacidade de um tanque de navio-petroleiro é de cerca de 3.000 toneladas de óleo. Além disso, em contato com a água, o material pode entrar em processo de emulsificação e aumentar o seu volume em até quatro vezes, chegando a 12 mil toneladas, sem considerar a absorção de areia que pode torná-lo ainda mais pesado.

De acordo com os pesquisadores do INEEP, apesar dos primeiros apontamentos indicarem, em uma hipótese preliminar, que o óleo poderia ser de procedência venezuelana, é muito improvável que as machas de óleo tenham descido diretamente da Venezuela em direção ao Brasil. A região é impactada pela Corrente Marítima da Guiana que orienta a maré no sentido contrário ao das manchas.

Comentários
Deixe um comentário

Olá,

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

  1. ViP Berbigao

    kkk… lembro disso lá do ensino fundamental… e tem ainda a linha do equador para transpor aquela ‘tioria’….nénão?? kkkk

    Curtir

  2. Paulo Bandarra

    O que tem de “nova”?

    Curtir

  3. Aldo Ferreira de Moraes Araújo

    O quê está havendo com Veja? Ninguém supôs que o petróleo tenha vazado diretamente dos poços venezuelanos, exceto alguns espalhadores de boatos, nem haveria como o petróleo vazar no golfo de Maracaibo e passar ao largo da própria Venezuela, antigas Guianas e norte do Brasil. Vazou de algum petroleiro.

    Curtir