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Na mira do TSE, Bolsonaro pode ter mesmo destino de Lula em 2018

Investigação aberta na Justiça Eleitoral deve deixar o presidente como um dos últimos personagens a serem ouvidos

Por Robson Bonin Atualizado em 3 ago 2021, 22h38 - Publicado em 4 ago 2021, 10h29

Desde que decidiu abrir um inquérito administrativo contra Jair Bolsonaro por atentar contra o sistema eleitoral, o TSE lida com um dilema. Como proceder no caso? É a primeira vez que a Corte abre de ofício um procedimento contra uma autoridade por atentar contra a Justiça Eleitoral.

Quem conversou com ministros e interlocutores da Corte avalia que Bolsonaro não será o primeiro alvo da ofensiva do TSE, até para evitar que o presidente trate o caso como provocação. O procedimento deve focar inicialmente nos “peixes pequenos” do caso das fake news de fraude eleitoral propagadas por Bolsonaro, como o tal coronel “de inteligência” que participou da live no Alvorada e o ministro da Justiça, Anderson Torres.

O presidente deve ser um dos últimos alvos a falar no procedimento. A ideia da Corte e colher provas para dar corpo ao inquérito e deixar o procedimento preparado, pairando como um risco ao futuro eleitoral do presidente.

Se o TSE comprovar as irregularidades cometidas por Bolsonaro, o inquérito — e as provas nele anexadas — será usado para fundamentar a rejeição do registro de campanha a Bolsonaro em 2022. Nesse caso, Bolsonaro teria o mesmo destino de Lula em 2018, quando também teve o registro negado.

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