Clique e assine com até 92% de desconto
Radar Por Gabriel Mascarenhas (interino) Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Ministro do STJ critica duramente decisão que afastou Witzel

Napoleão Nunes Maia abriu divergência no julgamento defendendo a revogação da ordem de Benedito Gonçalves

Por Mariana Muniz Atualizado em 2 set 2020, 16h22 - Publicado em 2 set 2020, 16h14

Primeiro ministro da Corte Especial do STJ a discordar da decisão que afastou Wilson Witzel do governo do Rio de Janeiro por 180 dias, Napoleão Nunes Maia criticou duramente a medida adotada por Benedito Gonçalves e defendeu que a ordem fosse revogada.

Ao discordar do afastamento, Napoleão disse ter identificado “uma hesitação psicológica” de Benedito, que é o relator das investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República.

“Por que não decretou a prisão do governador, já que ele é chamado de chefe da organização criminosa? Por que o Benedito hesitou nessa medida extrema? Porque sabe que toda essa pretora de indícios pode ser destruída durante a instrução”, questionou.

Segundo Napoleão, o afastamento de Witzel caberia à Assembleia Legislativa, e não ao Judiciário. “Para que serve a assembleia, então? Para nada? Os políticos é que devem cuidar das coisas da políticos. nós devemos cuidar das coisas da justiça. Não estamos tendo o devido carinho com as garantias”.

]”O afastamento de um governador deve ser pela Assembleia. Este governador deve quase cinco milhões de votos. E por uma decisão monocrática ele é afastado? Os deputados que assumam o encargo”, afirmou.

Continua após a publicidade
Publicidade