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Livro que Temer sugeriu a Dilma fala sobre corrupção e é ambientado na época da ‘Mãos Limpas’

No encontro desta manhã, Michel Temer e Dilma Rousseff passaram cerca de 20 minutos conversando sobre literatura. Temer recomendou uma leitura a Dilma: Número Zero, de Umberto Eco. O romance fala sobre a experiência fracassada para o lançamento de um novo jornal que seria chamado de “Amanhã”. Nele, Eco embute uma crítica à imprensa sensacionalista, […]

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 23h41 - Publicado em 20 jan 2016, 13h38
Temer: Piora, mas melhora depois

Paralelo literário

No encontro desta manhã, Michel Temer e Dilma Rousseff passaram cerca de 20 minutos conversando sobre literatura.

Temer recomendou uma leitura a Dilma: Número Zero, de Umberto Eco.

O romance fala sobre a experiência fracassada para o lançamento de um novo jornal que seria chamado de “Amanhã”.

Nele, Eco embute uma crítica à imprensa sensacionalista, à corrupção no estado e ao processo de empobrecimento moral de uma sociedade que de forma passiva assiste à multiplicação de escândalos.

Num trecho do livro, diz que “…estamos nos acostumando a perder o senso de vergonha. (…) corrupção autorizada, o mafioso oficialmente no Parlamento, o sonegador no governo e na cadeia só os albaneses ladrões de galinhas. As pessoas de bem vão continuar votando nos canalhas. (…) É só esperar: depois que se tornar Terceiro Mundo de uma vez por todas, o nosso país será plenamente viável, como se tudo fosse Copacabana.”

A história ainda se passa na Milão de 1992, quando aconteceu a operação Mãos Limpas, que levou à prisão diversos políticos e empresários e é, no Brasil, tema de estudos do juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava-jato.

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