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Líder do PMDB contabiliza mais de 90% de apoio a Temer

Haja otimismo: ainda é cedo para prever traições

Por Gabriel Mascarenhas Atualizado em 27 jun 2017, 13h42 - Publicado em 27 jun 2017, 08h31

Baleia Rossi não põe a mão no fogo para garantir a fidelidade de sua bancada a Michel Temer no dia em que a Câmara tiver que votar se aceita ou não a denúncia da PGR contra o presidente. Faz bem.

Mas o discurso do momento é mega-otimista. Baleia calcula que, hoje, menos de 10% dos 64 deputados do partido votariam pela admissibilidade da acusação. Pode até ser. Dois pontos, no entanto, são importantes.

Muitos dos votos pela rejeição ao afastamento do presidente não estarão na conta de Temer. Serão muito mais para dar uma resposta à PGR do que propriamente a favor do comandando do Palácio do Planalto.

Além disso, as traições só tendem a aparecer em cima da hora. Os peemedebistas dispostos a acolher os argumentos de Rodrigo Janot não têm motivos para adiantar o voto publicamente e, com isso, se desgastar com o governo antecipadamente.

Ou seja, Baleia Rossi só terá um termômetro mais verossímil da lealdade da bancada depois que Janot apresentar suas armas.

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