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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Itamaraty ainda estuda como reagir a golpe no Judiciário de El Salvador

Diplomatas da equipe de Carlos Alberto França compartilham uma nota da OEA que condena ‘erosão’ democrática no país

Por Gustavo Maia Atualizado em 3 Maio 2021, 13h10 - Publicado em 3 Maio 2021, 13h35

Apesar de um dos filhos de Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo, ter comemorado a escalada autoritária em El Salvador, onde aliados do presidente no Congresso destituíram a cúpula do Judiciário, no Itamaraty o tema é tratado com cautela.

Reservadamente, enquanto o chanceler Carlos Alberto França não se posiciona, um interlocutor da cúpula da pasta repassou ao Radar o  posicionamento da Organização dos Estados Americanos, que condenou duramente o ataque ao Judiciário em El Salvador.

Em nota, a OEA diz que “o mais pleno respeito pelo Estado Democrático de Direito é essencial”. “As maiorias parlamentares e a ação governamental devem fortalecê-la permanentemente com o diálogo político para o melhor funcionamento da democracia. Ações que levam à sua erosão e à cooptação do Judiciário só levam a uma sociedade injusta, baseada na impunidade e na perseguição política”, diz o órgão.

No domingo, Eduardo Bolsonaro foi ao Twitter dar apoio ao presidente Nayib Bukele. O salvadorenho disse nas redes que, ao interferir no Judiciário, estava “limpando nossa casa” e que o aparente golpe não era “da conta” da comunidade internacional.

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